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Atualizado às: 01 de fevereiro, 2007 - 08h25 GMT (06h25 Brasília)
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Brasil precisa ter 'visão de longo prazo no Haiti'

Soldados brasileiros patrulham a favela de Cité Soleil, no Haiti
Chefe da missão da ONU não vê necessidade de ampliar número de soldados brasileiros no Haiti
O chefe da Missão da ONU no Haiti, o embaixador Edmond Mulet, diz que o Brasil precisa ter uma ''visão de médio e longo prazo'' sobre a presença de suas tropas no país caribenho.

As declarações de Mulet, o chefe da Minustah (como é conhecida a missão no Haiti, em sua sigla, em francês), foram feitas nesta terça-feira em Washington, durante um evento sobre a atuação da ONU no país, na sede da organização de pesquisas políticas Center for Strategic and International Studies.

Segundo Mulet, ''o que obtivemos lá até agora poderá desaparecer se sairmos cedo demais''.

Mulet, que representou a Guatemala na Bélgica e junto à União Européia, afirmou ser compreensível que países latino-americanos, que respondem pelo maior contingente das forças de paz, queiram ter uma noção de quando a missão chegará ao fim.

Mas acrescentou que o prazo para a retirada das forças internacionais depende ''da capacidade do governo do Haiti de reconstruir as suas próprias instituições''.

"Muito a ser feito"

''O Haiti não conta com qualquer policiamento em seus portos ou ao longo de sua região costeira de 1.700 quilômetros, não há cartórios para registros de nascimento e 65% do orçamento depende de investimento internacional. Ainda há muito a ser feito.''

Além disso, o embaixador conta que a criminalidade e a ação de gangues no país ainda são alarmantes, o que torna a presença de forças internacionais vital para a segurança da população mais pobre do país.

Mulet é extremamente elogioso em relação à atuação das forças brasileiras no país e, por isso, não vê necessidade em ampliá-la. ''As tropas brasileiras estão fazendo um excelente trabalho. Mas 1.200 soldados é uma boa quantidade. Não é preciso aumentar.''

Segundo o embaixador, o Brasil também vem desempenhando um papel importante no setor assistencial. ''O Brasil não só forneceu tropas, mas também investiu em eletricidade no Haiti, conta com ONGs no país e projetos conjuntos com a Índia e a África do Sul'', diz.

De acordo com Mulet, no início da semana que vem, Brasília será sede de um seminário, realizado em conjunto com o Canadá, para discutir métodos de ação conjunta entre forças de paz e agências humanitárias.

Cite Soleil
Conheça o bairro mais pobre do Haiti.
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