BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 26 de janeiro, 2007 - 12h13 GMT (10h13 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Amorim: Davos não discutirá Rodada Doha 'em números'

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e a representante comercial dos Estados Unidos, Susan Schwab
Amorim e representante dos EUA se encontrarão em Davos
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que os países presentes no Fórum Econômico Mundial não devem aproveitar o evento para discutir a Rodada Doha em "números".

"Acho que pode haver um relançamento político (das negociações). Mas não creio que aqui, com tantos holofotes, você possa chegar a uma negociação precisa sobre números", disse o chanceler brasileiro.

A Rodada Doha, travada desde julho por falta de acordo em relação às barreiras agrícolas, é um dos principais temas do encontro. Mesmo não sendo tratada em "números", como afirmou Amorim, voltará à pauta em uma reunião de chefes de Estado, da qual participa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Celso Amorim disse que as orientações desenhadas durante o Fórum de Davos serão discutidas na Organização Mundial do Comércio, sediada em Genebra. Uma nova reunião sobre a Rodada Doha poderia ocorrer em março.

'Oportunidade única'

O chanceler afirmou que, a pedido do presidente Lula, fez um apelo a empresários de países ricos para que pressionem seus governos pela retomada das negociações.

"Muito depende dos empresários. Eles não podem ficar de braços cruzados, esperando que os governos resolvam. Eles têm de pressionar os governos", disse Amorim.

"No passado, eles pressionavam muitos os nossos governos para abrir mais os mercados. Agora, eles têm de pressionar os governos dos países desenvolvidos, sobretudo na questão dos subsídios agrícolas."

"(Com a) Rodada Doha, temos uma oportunidade única, que não deve ser perdida."

Nesta sexta-feira, o presidente Lula também ressaltou a importância da Rodada Doha em seu discurso no Fórum Econômico Mundial.

Lula afirmou que um acordo para liberalizar o comércio mundial poderia ajudar a combater a pobreza no mundo.

"Estamos lutando para que os países ricos adquiram a consciência de que, se não houver um acordo na Rodada Doha, não adianta culpar o Iraque. Não adianta tentar achar que as guerras que acontecem pelo mundo serão resolvidas com as ajudas financeiras", disse Lula.

"É na possibilidade de crescimento econômico, na geração de emprego, na distribuição de renda que nós vamos viver num mundo mais tranqüilo", disse ele.

Lula no Fórum Mundial de DavosLula em Davos
Você acha que os países pobres 'choram demais'?
Setor de combustíveis foi o que mais cresceu, segundo a OMCEm 2005
Baixo crescimento desaqueceu comércio mundial, diz OMC.
Pascal Lamy, diretor-geral da OMCRodada Doha
Acordos bilaterais podem atrapalhar retomada, diz OMC.
Celso Amorim e Susan SchwabEstados Unidos
Sempre há tempo de ressuscitar Doha, diz representante.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Schwab: Partidos dos EUA querem manter Doha
29 novembro, 2006 | BBC Report
Países da Apec prometem esforço na Rodada Doha
18 de novembro, 2006 | Notícias
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade