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Exército mexicano ocupa ruas de Acapulco | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de soldados mexicanos foram mobilizados perto do famoso balneário de Acapulco, no sudoeste do México, em preparação para o que se espera ser uma forte operação contra o narcotráfico, disseram fontes do governo local. O efetivo militar de até 2 mil soldados foi destacado para bases militares em três cidades do estado de Guerrero, e deve entrar em ação nos próximos dias. A mobilização ocorre poucos dias depois de o governo federal ordenar uma intensa operação de segurança em Tijuana, na fronteira com a Califórnia americana, para onde foram enviados 3 mil soldados. Nos últimos anos, Acapulco tem sido cenário de violentos enfrentamentos entre cartéis de droga, mortes violentas e as chamadas "narcoexecuções". O grupo de direitos humanos Human Rights Watch expressou preocupação com o forte componente militar da operação ordenada pelo presidente mexicano, Felipe Calderón. Violência A primeira operação deste tipo no México foi realizada em dezembro passado, quando 7 mil soldados foram enviados ao estado de Michoacán, no centro do país. Funcionários do governo federal disseram à imprensa que as tropas realizarão inicialmente operações anti-drogas de rotina em áreas rurais do Estado, onde são cultivadas maconha e ópio. Mas, à diferença do que ocorreu em Michoacán e em Tijuana, quando os militares desarmaram as polícias estatais e municipais, assumindo totalmente atividades de patrulha e prisão dos suspeitos, em Guerrero o Exército se limitará a manter uma forte presença nas ruas.
A organização de direitos humanos Human Rights Watch, sediada em Washington, alertou o governo mexicano para possíveis excessos que poderiam ser cometidos pelas tropas. "Os soldados não estão treinados para exercer o papel de polícia. É indispensável assegurar que esses soldados operem sob as normas da justiça penal, incluindo o respeito básico dos direitos humanos dos suspeitos", disse o diretor da organização, Kenneth Roth. No entanto, ele disse que é "compreensível" que o governo mexicano apele para as Forças Armadas contra o narcotráfico. "As quadrilhas de traficantes e criminosos são tão poderosas que é necessário fortalecer as autoridades locais, e talvez o Exército seja o último recurso." |
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