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México anuncia envio de tropas a outros Estados | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O procurador geral da República do México, Eduardo Medina Mora, afirmou que, nas próximas semanas, mais Estados mexicanos receberão tropas para ajudar no combate ao tráfico de drogas e à violência entre gangues. Nesta terça-feira, começou o deslocamento de mais de 3 mil soldados e policiais para a cidade de Tijuana, na fronteira com os Estados Unidos. No mês passado, o governo há havia enviado 7 mil soldados para o Estado de Michoacán com o mesmo objetivo. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, em entrevista a uma emissora de TV local. O procurador geral da República não deu detalhes sobre quais Estados receberiam esses programas de segurança. Segundo correspondentes, vários outros Estados mexicanos enfrentam altas taxas de crimes relacionados ao tráfico de drogas, como Sinaloa ou Nuevo León. Permanência Medina Mora afirmou que as tropas permanecerão nesses Estados por tempo indeterminado para garantir a segurança. Disse também que essas ações serão realizadas independentemente do partido político no governo de cada região. "Em uma tarefa de Justiça e segurança, não pode haver motivação política ou partidária", disse. "Em Michoacán e Tijuana se trabalha de maneira conjunta com as autoridades locais, e a instrução política é atender à demanda dos cidadãos, porque esse é o compromisso do presidente da República e das instituições e a obrigação do Estado mexicano." O presidente Felipe Calderón, que assumiu o poder no início de dezembro, tem na luta contra o tráfico de drogas uma das principais prioridades de seu governo. Tranqüilidade Em relação às críticas da oposição sobre a ineficácia dessas operações, Medina Mora afirmou que ações como estas têm um impacto imediato na normalidade e na tranqüilidade da população e que seu propósito não é erradicar por completo a liderança dos cartéis do narcotráfico. Pouco depois do anúncio da operação em Tijuana, na terça-feira, o senador de oposição Ricardo Monreal, do Partido da Revolução Democrática, declarou à imprensa que essas ações tinham apenas "fins imediatos" e "não são eficazes". "Esse tipo de operação não tem o objetivo de fazer uma captura cirúrgica de grandes líderes. (...) Trata-se de recuperar a tranqüilidade", afirmou Medina Mora. O procurador geral da República afirmou ainda que foram abertas investigações para investigar possíveis vínculos entre policiais estatais e municipais e o narcotráfico. A violência entre gangues rivais ligadas ao tráfico causou mais de 300 mortes em Tijuana no ano passado. Em Michoacán, mais de 500 pessoas morreram em 2006 vítimas de crimes relacionados ao tráfico de drogas. |
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