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Atualizado às: 04 de janeiro, 2007 - 15h48 GMT (13h48 Brasília)
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Análise: 2007 pode ser o ano das mulheres na política dos EUA

A nova presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi
Pelosi será a primeira mulher a presidir a Câmara dos EUA
O novo Congresso americano, que está sendo empossado nesta quinta-feira, está batendo um recorde ao ter o maior número de mulheres na história do legislativo federal dos Estados Unidos.

Além disso, a deputada Nancy Pelosi se tornará a primeira mulher a presidir a Câmara de Representantes. Ela estará a dois cargos da Presidência do país, já que, de acordo com a Constituição dos Estados Unidos, ela será a segunda na linha de sucessão à Casa Branca, após o vice-presidente Dick Cheney.

Isso tudo tem levado os analistas políticos no país a se perguntar se 2007 pode ser o ano das mulheres na política americana.

O aumento no número de representantes do sexo feminino ocorreu após as eleições para o Congresso em novembro.

Esse pleito representou uma vitória histórica para o Partido Democrata – e também para as mulheres. Havia mais de 140 candidatas e 86 foram eleitas.

Em todo o país

Apesar de o Capitólio continuar sendo um local predominantemente masculino, a presença de mulheres está aumentando em quase um ponto percentual, para um contingente feminino equivalente a 16,5% do Congresso.

Isso pode não parecer muito significativo por si só, exceto pelo impacto de Nancy Pelosi.

A representante californiana, de 66 anos, prometeu restaurar a civilidade e a ética no governo. “Precisamos de uma mulher para limpar a casa”, disse, numa referência à percepção de que a corrupção é disseminada no Congresso.

Hillary Clinton
Hillary é a favorita à candidatura democrata à Presidência
Mas a forma como a nova ascendência feminina mudará a política é menos clara.

Ela também prometeu trabalhar de uma maneira mais bipartidária e cooperativa, contrastando com a maneira como o Congresso foi gerenciado na última década sob controle republicano – e masculino.

Também é possível que mais questões de importância para as mulheres ganhem mais atenção.

Pelosi disse, por exemplo, que em suas primeiras cem horas como presidente da Câmara, ela trabalhará pelo aumento do salário mínimo - uma questão que tem grandes repercussões para as mulheres, que representam a maioria dos trabalhadores com baixos salários.
A tendência feminina é evidente não somente em Washington.

Em todo o país, um recorde de 2.433 mulheres concorreram para cargos estaduais e o número de governadoras aumentou para nove.

Participação feminina

As conquistas feitas pelas mulheres no Congresso e nos governos estaduais não são acidente.

Vários programas, administrados tanto por organizações partidárias quanto não-partidárias, vêm buscando aumentar a participação feminina.

A organização Emily’s List direciona treinamento e fundos para mulheres democratas que se candidatam nos níveis estadual e federal.

“Este vai ser um grande ano não apenas para as mulheres democratas, mas para todas as mulheres”, diz sua diretora de política nacional, Karen White.

“Já estamos trabalhando duro para colocar essas mulheres no centro das decisões por uma década. Em 2006 a oportunidade estava ali, e muitas dessas mulheres a aproveitaram”, acrescenta.

As pesquisas sugerem que os eleitores confiam três vezes mais em uma mulher política do que em um homem, apesar de que mesmo o índice de confiança nas mulheres políticas é baixo – 21%.

O teste real para as mulheres poderá vir não neste ano, mas em 2008, durante as eleições presidenciais.

Hillary Rodham Clinton, a ex-primeira-dama e atual senadora por Nova York, é a favorita à candidatura democrata na corrida presidencial e pode quebrar mais um tabu na política americana.

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