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Brasil quer relançar negociação entre Mercosul e EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo brasileiro quer relançar em Washington a negociação de um acordo comercial entre o Mercosul e os Estados Unidos. A afirmação foi feita pelo futuro embaixador brasileiro na capital americana, Antônio Patriota, que foi indicado para o cargo no mês passado e nesta quarta-feira foi sabatinado e aprovado por unanimidade pelos senadores na Comissão de Relações Exteriores do Senado. A idéia do acordo 4+1 (referência ao debate entre os quatro países do Mercosul e os Estados Unidos) foi lançada inicialmente em 2003 como alternativa às negociações para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), mas não prosperou pelas mesmas diferenças que levaram ao estancamento das negociações para o bloco hemisférico – enquanto o Brasil e os outros sócios do Mercosul querem o fim de subsídios agrícolas e acesso ao mercado americano, os Estados Unidos querem maior abertura no setor de serviços e bens industriais. “Gostaríamos que houvesse o início das negociações, mas os americanos têm resistido”, afirmou Patriota. A confirmação da nomeação no plenário do Senado deveria acontecer ainda nesta quarta-feira, e o novo embaixador deve assumir a função nas próximas semanas. Lula nos EUA O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve visitar os Estados Unidos no início de 2007, em data ainda não confirmada. Atual subsecretário de Assuntos Políticos do Itamaraty, ele vai substituir o embaixador Roberto Abdenur, no cargo desde 2004. Patriota confirmou também que o subsecretário americano de Estado para Assuntos Políticos, Nicholas Burns, vai visitar o Brasil em fevereiro. O embaixador disse que o governo americano mudou sua política para a região, com um orientação “mais pragmática e mais realista” nos últimos meses. Depois da prioridade total à chamada “guerra contra o terrorismo”, que levou o país a voltar todas as suas atenções para o Oriente Médio, ele acha que desde o ano passado o governo americano olha para a região. O ponto de inflexão, disse Patriota, foi a reunião de Cúpula das Américas, em Mar del Plata, na Argentina, quando a Alca foi sepultada de vez pela resistência de vários países sul-americanos, liderados pelo presidente venezuelano Hugo Chávez. “O presidente Bush teria ficado muito impressionado com o grau de resistência a certas idéias norte-americanas e com a queda de influência dos Estados Unidos na região”, disse Patriota aos senadores. Ele lembrou que o subsecretário de Estado para as Américas, Thomas Shannon, que assumiu o cargo no fim do ano passado, tem ressaltado o caráter democrático das eleições na América Latina, inclusive dos presidentes de esquerda. |
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