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Evento por Allende ocorre na mesma hora de missa por Pinochet | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cerca de mil pessoas se concentraram nesta terça-feira na Praça Constituição, em Santiago, para um evento em memória do presidente chileno Salvador Allende – morto em 1973, durante o golpe militar que levou o general Augusto Pinochet ao poder. O evento aconteceu no mesmo horário em que seguidores de Pinochet realizaram uma missa e uma cerimônia de despedida na Escola Militar, no bairro Las Condes, a vinte minutos do centro de Santiago. Familiares das vítimas de desaparecidos políticos durante o regime militar, integrantes do Partido Comunista e outros simpatizantes do ex-presidente socialista compareceram à praça, que tem uma estátua de Allende e fica em frente ao Palácio presidencial La Moneda. Os simpatizantes de Allende ergueram bandeiras vermelhas, fotos do ex-presidente e faixas, com frases que diziam: “Isso não termina”. A manifestação foi autorizada pela Prefeitura de Santiago e pelo Ministério da Defesa chileno. Missa Allende foi derrubado por Pinochet no dia 11 de setembro de 1973 num sangrento golpe que incluiu um ataque com veículos militares ao palácio presidencial. O general tinha sido nomeado por Allende, poucos dias antes, como chefe do Exército. Pinochet ficou no poder entre 1973 e 1990, passando a faixa presidencial para o presidente eleito Patrício Aylwin e deixando cerca de três mil desaparecidos políticos, conforme estimativas das organizações de direitos humanos, além de contas clandestinas no exterior, descobertas há dois anos. Estas informações acabaram dividindo integrantes dos partidos de direita – UDI e RN – que sempre apoiaram o ex-ditador. Na Escola Militar, foi rezada uma missa por Pinochet, seguida por uma cerimônia militar. A cerimônia na Escola Militar e a manifestação por Allende, 33 anos após o golpe, foram mostradas ao vivo pelas principais emissoras de televisão do país – que uma vez mais confirma ainda ser dividido entre “pinochetistas” e “anti-pinochetistas”. Enquanto cerca de mil pessoas marcaram presença na Praça Constituição, outras quatro mil esperam poder entrar na Escola Militar, de onde o corpo de Pinochet sairá para algum cemitério para ser cremado. Temendo protestos, a família ainda não divulgou o local em que ocorrerá a cremação. |
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