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Lula pede reunião sobre recursos energéticos regionais | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu neste sábado em Cochabamba, na Bolívia, a realização de uma reunião entre chefes de Estado sul-americanos para discutir especificamente a integração dos recursos energéticos da região. “Precisa resolver essa questão importante, que vem causando muitos problemas”, afirmou Lula, durante uma reunião com outros presidentes que participam da 2ª Cúpula da Comunidade Sul-Americana das Nações (Casa). O tema foi citado por outros presidentes presentes no evento, incluindo a chilena Michelle Bachelet e o peruano Alan García. No discurso em que abriu a cúpula, Lula disse que, junto com as obras de infra-estrutura, a integração energética será um dos principais “pilares” da integração da América do Sul. Lula começou o dia em Cochabamba com um encontro bilateral com Bachelet, que, segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, convidou o presidente a fazer uma visita ao Chile, possivelmente em abril. De acordo com Amorim, os dois líderes teriam concordado que “a intensidade do diálogo (Brasil-Chile) não corresponde ao grau da nossa afinidade”. Oposição Lula deverá voltar para Brasília na tarde deste sábado e, segundo o ministro, não deverá receber representantes da oposição boliviana que haviam lhe pedido um encontro para discutir a crise interna no país. “Não creio que ele tenha tempo para receber os membros da oposição”, afirmou Amorim. O ministro sugeriu também que seria a precipitada a formação de um grupo de países para ajudar na solução da crise, a exemplo do que foi feito em 2002 com a criação do Grupo de Amigos da Venezuela. “Eu creio que é avançar um pouco sinal ver a situação da Bolívia de maneira similar ou parecida com a que tinha sido a situação da Venezuela de 2002, quando tinha havido um golpe de estado”, disse Amorim. Líderes da oposição ao presidente Evo Morales, como o prefeito de Cochabamba, queriam discutir com Lula e outros chefes de Estado presentes à cúpula a crise gerada pela mudança nas regras de aprovação da nova Constituição. “O que me interessa é dar a conhecer exatamente a situação política que o nosso país está vivendo e que queremos fortalecer a nossa Constituição”, disse o prefeito da cidade que sedia a cúpula, Manfred Reyes Villa. Reyes disse acreditar que, como “maior irmão” da Bolívia, o Brasil possa ajudar na distensão da crise. “Creio que entre irmãos temos que nos ajudar para evitar confrontações e crises”, afirmou Reyes. Em entrevista na sexta-feira, logo após desembarcar em Cochabamba e pouco antes de se encontrar com Evo Morales, Lula disse não daria “palpite” na situação boliviana. De acordo com o ministro Celso Amorim, Lula e Morales trataram a questão do gás explorado pela Petrobras na Bolívia, mas não teriam entrado em detalhes qual seria o preço apropriado, que está sendo negociado entre a empresa brasileira e a estatal boliviana YBFB. Amorim repetiu, no entanto, que valor deve ser, a uma só vez, “justo” para o detentor dos recursos (Bolívia) e viável para o empreendedor (Brasil). Segundo o ministro, a discussão de novos investimentos da Petrobras na Bolívia mostra que “as coisas estão caminhando bem”. Reforma agrária O presidente teria recebido do boliviano a garantia de que a reforma agrária não afetaria os sojicultores que detêm propriedades produtivas na Bolívia. A Bolívia aprovou recentemente uma proposta de reforma agrária que poderá levar à redistribuição de 200 mil quilômetros quadrados de terras consideradas improdutivas. A definição do conceito de latifúndio improdutivo, que ainda não foi decidida, preocupa produtores brasileiros que temem ter as suas terras desapropriadas. Segundo o ministro, a possibilidade da expulsão de garimpeiros e posseiros instados ilegalmente em território boliviano também foi discutida entre os presidentes. Amorim disse que o assunto precisa ser tratado “sem ameaça nem pré-condição”, mas enfatizou que uma eventual retirada precisa ser feita “de forma civilizada até porque há muitos bolivianos no Brasil que também gozam da nossa hospitalidade”. Lula iniciou o dia em Cochabamba com um encontro bilateral com a presidente chilena, Michelle Bachelet, e agora participa de uma reunião com os outros chefes de Estado sul-americanos. |
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