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Atualizado às: 29 de novembro, 2006 - 14h33 GMT (12h33 Brasília)
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Peixe pré-histórico mordia mais forte que tubarão
'Dunkleosteus terrelli', foto: Michael LaBarbera/PA
Cientistas acreditam que criatura podia pesar até 3,5 toneladas
Cientistas em Chicago, Estados Unidos, que recriaram a mandíbula de um peixe pré-histórico afirmam acreditar que o peixe tinha uma mordida mais forte do que qualquer outro que tenha existido, inclusive o tubarão.

Os pesquisadores publicaram a pesquisa na revista científica britânica Biology Letters da Sociedade Real Britânica.

A equipe usou o crânio fossilizado do peixe, conhecido como Dunkleosteus terrelli, para construir um modelo de sua cabeça. E concluíram que a força da mordida deste peixe podia chegar a cinco mil quilos.

Os cientistas também descobriram que a criatura - coberta com placas duras parecidas com uma blindagem e que pesava até 3,5 toneladas - poderia fechar sua mandíbula a uma velocidade incrível e comer qualquer outra criatura no oceano.

Segundo os pesquisadores este peixe era cerca de duas vezes mais poderoso do que o mais forte predador dos mares nos dias atuais, o grande tubarão branco.

A força da sua mordida colocaria o peixe no mesmo nível do dos maiores "mordedores" de todos os tempos, como o dinossauro Tyranossaurus rex.

O Dunkleosteus terrelli viveu há mais de 360 milhões de anos.

Pequena área

Arte representando o 'Dunkleosteus terrelli'
Arte representando o 'Dunkleosteus terrelli'

Os dentes do antigo monstro marítimo concentravam a força de mordida em uma pequena área - a ponta do canino - em uma força que chegaria aos 5,625 quilos por centímetro quadrado.

Mais surpreendente é o fato de que o Dunkleosteus também poderia abrir sua boca muito rapidamente, precisando apenas de um quinzeavos de segundo, o que criava uma força de sucção muito forte, puxando as vítimas para sua boca.

"Este peixe fortemente blindado era rápido na abertura da mandíbula e muito poderoso durante o fechamento da mandíbula", disse o co-autor da pesquisa Mark Westneat, curador do setor de peixes do Museu Field, de Chicago.

"Isto é possível devido à engenharia única de seu crânio e aos diferentes músculos usados para abrir e fechar (a mandíbula)."

Geralmente um peixe tem uma mordida forte ou uma mordida rápida, mas não as duas.

Para determinar a força da mordida, os cientistas usaram o crânio fossilizado de um Dunkleosteus terrelli para recriar a musculatura do antigo peixe. Este modelo biomecânico mostrava a força e o movimento da mandíbula.

O peixe era um placodermo, um grupo diferente de peixe com placas que formavam uma espécie de blindagem, que dominaram ecossistemas aquáticos durante o Período Devoniano, que ocorreu entre 415 e 360 milhões de anos atrás.

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