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Governo e oposição brincam com fogo em protestos, diz jornal boliviano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os jornais da Bolívia dão destaque à possibilidade de escalada dos protestos a favor e contra o projeto de reforma agrária do governo, que foi aprovado pela Câmara dos Deputados e rejeitado pelo Senado. "Tanto o governo quanto a oposição estão brincando com fogo" porque poderiam perder o controle das manifestações, diz editorial do jornal La Prensa. As marchas de indígenas que defendem a reforma agrária, saídas de diferentes lugares do país, vão atraindo mais manifestantes à medida que se aproximam da capital, La Paz, onde querem pressionar o Senado, controlado pela oposição, a aprovar a lei. "O que acontecerá quando os manifestantes chegarem à sede do governo e decidirem cercar o Parlamento? Quando tempo estão dispostos a permanecer na cidade? Que formas de pressão utilizarão? O que fará o governo se cometerem excessos nos protestos?", pergunta o editorial. Ao mesmo tempo, grupos de ruralistas, contrários ao projeto de reforma agrária, também vêm aumentando a pressão com marchas e manifestações. O jornal El Diario critica os políticos do governo e da oposição por seu papel em fomentar essas manifestações. "Os políticos acharam conveniente utilizar a marca e a contramarcha para se oporem a seus adversários de plantão", diz o jornal. "É o que está acontecendo no território nacional, quando uns usam a caminhada como medida de pressão para exigir a aprovação de uma lei enquanto os da oposição organizam outra marcha para exigir o contrário sobre o mesmo tema." "Parece que se trata de uma sondagem para saber quem tem mais força, ao invés de mais razão”, diz o El Diario. Israel No mundo muçulmano, vários jornais afirmam que Israel estaria envolvido no assassinato do ministro libanês anti-Síria Pierre Gemayel. O jornal Al-Quds Al-Arabi, baseado em Londres, diz que "os que planejaram e executaram essa operação de assassinato tinham como alvo a Síria assim como o Líbano. O alvo também era todo o mundo árabe". "A destruição do Líbano é do interesse de Israel, que gostaria de ver a resistência libanesa ocupada em guerras internas e a Síria desgastada." "Eles queriam acender o fogo da guerra civil e expor o país a todos os grupos extremistas. A Síria é uma das mais afetadas por esse crime repugnante e condenável." No Irã, o jornal conservador Jam-e Jam diz que "muitos especialistas acreditam que o serviço de inteligência do regime sionista teve um papel no assassinato, porque essa morte pode mudar todas as equações políticas em favor de Israel". "Ela pode, por exemplo, mudar a equação do estabelecimento de um governo de unidade nacional no Líbano, cuja existência pode ameaçar a segurança de Israel", diz o jornal. Cautela Em Israel, o diário Haaretz defende em editorial que o governo israelense mantenha cautela e que "mostre interesse, mas não interfera" nos assuntos internos do Líbano. "Israel não deve fingir indiferença aos acontecimentos no Líbano, especialmente quando eles podem causar mudanças políticas no país vizinho, que poderia se tornar novamente o ponto focal de uma guerra." "Esse é um momento explosivo, em que Israel deve ajudar o Líbano a se acalmar. A pequena contribuição de Israel para minimizar o potencial de um incêndio no Líbano poderia ser o fim dos provocativos vôos no espaço aéreo libanês (...) e até mesmo o anúncio de uma intenção de negociar com o presidente sírio Bashar Assad em um processo diplomático." |
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