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Atualizado às: 30 de outubro, 2006 - 14h41 GMT (11h41 Brasília)
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Combate à fome não progrediu em dez anos, diz ONU

Criança desnutrida no Quênia
Na África subsaariana, um em cada três habitantes é desnutrido
Um relatório divulgado nesta segunda-feira pela FAO, a agência das Nações Unidas para a alimentação, diz que houve pouco progresso na redução da fome no mundo.

A Cúpula Mundial de Alimentação estabeleceu, há dez anos, a ambiciosa meta de cortar pela metade o número de famintos até 2015, na época estimado em 800 milhões.

Hoje ainda há cerca de 854 milhões de desnutridos ao redor do mundo, a maioria deles concentrados na África - que viu o número de desnutridos aumentar nos últimos anos.

O Brasil, no entanto, mostrou avanços significativos no combate à fome, reduzindo o número de pessoas desnutridas de 18,5 milhões em 1990-1992 para 14,4 milhões em 2001-2003, uma diminuição de 12 para 8% da população.

"Enquanto alguns países na América Latina têm características semelhantes a de economias desenvolvidas, outros ainda precisam avançar muito. A desigualdade impede o acesso a recursos. Quando este problema é resolvido, tudo funciona melhor", afirma Kostas Stamoulis, economista sênior da FAO.

Perspectiva

Apesar dos números nada alentadores no cenário mundial, a FAO alerta que o crescimento populacional acabou fazendo com que o percentual de pessoas desnutridas caísse de 20 para 17% nos países em desenvolvimento desde 1990-92.

Desnutridos (2001-2003)
Índia - 212 milhões
África subsaariana - 206 milhões
Ásia/Pacífico - 162 milhões
China - 150 milhões
América Latina/caribe - 52 milhões
Norte e Leste da África - 38 milhões
Países em transição - 25 milhões
Países industrializados - 9 milhões
FAO

A agência da ONU insiste que a meta da FAO, de reduzir para 412 milhões o número de famintos no mundo, ainda poderia ser alcançada até 2015 desde que haja comprometimento político e ação imediata, tanto dos governos locais quanto da iniciativa privada.

"Há dez anos, os participantes da Cúpula de Roma já haviam enfatizado a urgência da tarefa (de erradicar a fome no mundo), cuja principal responsabilidade recai sobre os governos individuais, mas para a qual a cooperação com organizações internacionais e a sociedade civil - nos setores público e privado - é fundamental", diz o documento.

O combate à fome é o tema de um encontro organizado pela FAO, iniciado nesta segunda-feira, em Roma, com a presença de representantes de 120 países, para avaliar o progresso feito até agora em direção às metas estabelecidas para 2015.

Combate à Fome
Para FAO, número de desnutridos no Brasil diminuiu.
No Brasil
Em 20 anos, Brasil reduziu fome pela metade, diz estudo.
Fome
Mundo tem 815 milhões de famintos, diz pesquisa.
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