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Índice mostra que, em 20 anos, Brasil reduziu fome pela metade | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em 20 anos, o Brasil reduziu pela metade o seu problema de fome, mostrou o Índice de Fome Global divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto de Pesquisas sobre Políticas Alimentares, organização com sede em Washington. Em 1981, o Brasil fazia parte do grupo de países com problemas “graves” de fome – pontuava 10,43 num ranking de zero a cem, em que zero é o melhor resultado. Em 2003, ano até o qual foram compilados dados para o índice, o país pontuou 5,43 e ficou no grupo com problemas “moderados” de fome, afirmou a organização. O índice levou em consideração fatores como mortalidade infantil, desnutrição infantil e o número de pessoas com deficiência alimentar em 119 nações pobres ou emergentes. Cerca de 815 milhões de pessoas passam fome no mundo, revelou a organização. América do Sul Em uma comparação com alguns países do Cone Sul, no entanto, a posição brasileira é pouco confortável.
Mesmo em meio à crise dos anos 2000, o indicador caiu de 2,93 para 1,81 na Argentina, entre 1997 e 2003. O Chile teve trajetória e indicadores semelhantes para o mesmo período. A ilha de Cuba, apesar do embargo econômico norte-americano, tem uma pontuação de 2,57 na lista. Por outro lado, o relatório destacou que os países andinos fizeram “progressos significativos” nos últimos 20 anos, mas continuam em situação pior que o Brasil. A Venezuela, país petroleiro que sofreu especialmente quando os preços internacionais do petróleo caíram, na década de 80, viu sua pobreza aumentar ente 1981 e 1997, quando começou a cair novamente. A Bolívia é o único país sul-americano classificado como “grave” em termos de problemas alimentares. Políticas A pesquisadora do instituto e criadora da metodologia, Doris Wiesmann, propôs uma relação entre a capacidade econômica de cada país e seu desempenho no indicador da fome. Considerando os recursos que têm disponíveis para o combate à fome, por exemplo, a Bolívia, assim como o Equador, “têm um bom desempenho” no combate à fome, ela afirmou. Por outro lado, o Haiti, país que sofreu nos últimos anos ondas de instabilidade política, deixa a desejar nas estratégias de reduzir a insuficiência alimentar.
Brasil e México, países com economias grandes e problemas de fome de semelhantes intensidades, foram considerados “na média”. A pesquisadora elogiou os programas de distribuição de recursos, como o Bolsa-Família, afirmando que eles são eficientes para romper a “armadilha” da fome. Esquivando-se de opinar sobre a situação no Brasil, Doris citou explicitamente os programas sociais mexicanos. “Se os pais de uma família são pobres e seus filhos não podem ir à escola porque têm de trabalhar, as crianças crescerão pobres. É muito difícil dar o primeiro passo e romper um ciclo de pobreza que dura gerações”, disse a especialista. “É claro que tudo depende da implementação desses programas. Mas conceitualmente, eles ajudam muito”. |
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