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Mundo terá '100 milhões de famintos a mais' até 2015 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O mundo terá 100 milhões de pessoas a mais passando fome até 2015, prevêem especialistas reunidos no encontro anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS, na sigla em inglês). Eles alertam que, apesar da melhoria na disponibilidade de alimentos nas décadas de 60 e 70, o problema está se agravando em muitos países em desenvolvimento. As Metas do Milênio, da Organização das Nações Unidas (ONU), de cortar pela metade o número de famintos parecem inatingíveis sem a criação de novas tecnologias e maior investimento financeiro, disseram os cientistas. Para o professor Per Pinstrup-Anderson, da Universidade Cornell, em Nova York, a agricultura é o ponto-chave. Desnutrição "Quando você põe dinheiro nas mãos dos agricultores, esse dinheiro é gasto na criação de emprego e na redução da pobreza", disse ele. "Constatamos em nossa pesquisa que, para cada dólar que você investe em pesquisa na agricultura, você gera cerca de US$ 6 de renda adicional entre os agricultores e em torno de US$ 15 de crescimento econômico adicional na sociedade como um todo." Dez crianças em idade pré-escolar morrem a cada minuto de desnutrição, e esse número não mudou desde o início dos anos 80, apesar das promessas feitas em encontros internacionais. Mas os cientistas apontam algumas mudanças positivas. A China e o Vietnã aumentaram consideravelmente a disponibilidade de alimentos e reduziram o número de pessoas sem alimentos. Isso foi conseguido por meio da melhoria na infra-estrutura e o uso da tecnologia, incluindo colheitas geneticamente modificadas. |
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