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Atualizado às: 29 de outubro, 2006 - 22h42 GMT (19h42 Brasília)
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Para imprensa internacional, economia não muda
Jornais
Jornais da Europa e da América Latina comentaram os possíveis rumos da política brasileira depois das eleições neste domingo e, para vários deles, a política econômica não deve mudar.

O jornal argentino La Nación, em sua edição online deste domingo, afirma que muitos no setor econômico do país estão se perguntando como os resultados das eleições brasileiras podem afetar o vínculo com a Argentina.

Para Dante Sica, ex-secretário de Indústria e Comércio argentino, que assina o artigo, não se espera grandes mudanças na política econômica.

"Até o momento, o rumo econômico permitiu conduzir o país a uma situação de maior consolidação macroeconômica, e tem o consenso tanto interno como externo", afirmou Sica.

Para o ex-secretário, este desempenho da economia no primeiro mandato de Lula também teve seu preço: por um lado, uma moderada taxa de crescimento econômico, contida por uma alta taxa de juros internos e, por outro lado, uma certa perda de competitividade nas exportações.

Sica conclui afirmando que os dois países precisam assumir uma forma mais definida, expressarem com mais clareza seus objetivos pois esta é a única forma de enfrentar, com possibilidade de sucesso, o caminho das negociações internacionais.

"E, sem dúvida, Lula aparece como o candidato mais permeável à execução destas tarefas de uma maneira mais flexível e negociada com a Argentina", disse o articulista.

O espanhol El Pais afirma em sua edição online deste domingo que "Lula canta vitória antes do tempo nas eleições presidenciais do Brasil".

O jornal espanhol citou as palavras de Luiz Inácio Lula da Silva, ao votar, afirmando que "a reeleição é uma coisa importante e me deixa feliz...".

Mas o diário, citando jornais brasileiros, também afirma que Lula já começou a manter conversas com líderes da oposição.

'Escândalos'

O italiano Corriere Della Sera lembrando o mensalão, afirma que os escândalos enfrentados por Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiram abalar seu favoritismo.

Mas, para o jornal italiano, caso seja reeleito, Lula encontrará uma situação "muito difícil".

"Não apenas pelo escândalo que, nos últimos doze meses tirou o sono de seu Partido dos Trabalhadores (...). Mas também pela situação de forte fragmentação no Congresso brasileiro, na qual ninguém poderá contar com a maioria segura", afirmou o jornal italiano.

O francês Le Monde afirma que, se reeleito, "Lula não deve modificar fundamentalmente sua política econômica, baseada na luta contra a inflação e na ortodoxia fiscal".

O jornal também afirma que, no segundo mandato, Lula deve tentar uma aliança com o PMDB, para conseguir a maioria no Congresso.

"O partido poderá aumentar sua representação dentro do próximo governo, em detrimento de um PT debilitado pelos escândalos", afirmou o Le Monde.

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