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Irã se diz vítima de 'trama sionista' na Argentina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Irã criticou duramente as acusações de envolvimento com o atentado a uma organização judia em Buenos Aires, em 1994. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Ali Hoseyni, considerou as acusações, apresentadas formalmente à justiça argentina por promotores locais, parte de uma "trama sionista". "As novas acusações foram fabricadas no contexto de uma trama sionista, com a intenção de criar uma atmosfera que desvie a atenção mundial dos crimes perpetrados por agentes sionistas contra mulheres e crianças na Palestina", ele declarou. As autoridades de Teerã sempre negaram estar envolvidas com a explosão de uma bomba na Associação Mútua Israellita-Argentina (Amia), um incidente que matou 85 pessoas e que foi o mais grave deste tipo na história do país. Desde então, as relações entre os dois países pioraram ao ponto de o Irã possuir apenas um encarregado de negócios – e não um embaixador – no país sul-americano. Ontem, o ocupante deste cargo, Mohsen Baharvand, afirmou que o atentado de 94 foi "um ato horrível", mas rejeitou as acusações, afirmando que se tratavam de um ato político. O governo israelense em Buenos Aires manifestou confiança em que "as autoridades argentinas tomarão as medidas necessárias para que os responsáveis pelo atentado sejam punidos". Prisão internacional O juiz argentino que recebeu a acusação formal analisa agora a possibilidade de fazer um pedido internacional de prisão contra os acusados, entre os quais está o ex-presidente iraniano Ali Akbar Hashemi Rafsanjani. Além dele, os promotores acusaram também outros sete funcionários do governo iraniano na época, e Imad Fayez Moughnieh, integrante do grupo militante xiita libanês Hezbollah. O caso vem se arrastando por 12 anos, com poucos avanços entre rumores de acobertamento e acusações de incompetência. Grupos judeus na Argentina dizem ter encontrado marcas de grupos militantes islâmicos nas bombas que derrubaram o prédio de sete andares. Outro incidente anterior na Argentina continua sem resultados. Em 1992, um carro-bomba explodiu nas proximidades da Embaixada israelense em Buenos Aires, matando 29 pessoas e deixando pelo menos outras cem feridas. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Promotores argentinos acusam Irã de atentado em 9426 de outubro, 2006 | Notícias Jornal diz que Irã poderia dar ajuda nuclear à Argentina27 agosto, 2006 | BBC Report Hezbollah nega envolvimento em ataque na Argentina 11 de novembro, 2005 | Notícias Argentina anuncia identidade de homem-bomba de 9510 de novembro, 2005 | Notícias Promotores apelarão contra decisão sobre atentado na Argentina03 de setembro, 2004 | Notícias Justiça argentina inocenta suspeitos de atentado03 setembro, 2004 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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