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Atualizado às: 27 de outubro, 2006 - 09h56 GMT (06h56 Brasília)
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Irã se diz vítima de 'trama sionista' na Argentina
Atentado contra a Amia, em Buenos Aires
Atentado realizado em Buenos Aires foi o pior da história argentina
O governo do Irã criticou duramente as acusações de envolvimento com o atentado a uma organização judia em Buenos Aires, em 1994.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Ali Hoseyni, considerou as acusações, apresentadas formalmente à justiça argentina por promotores locais, parte de uma "trama sionista".

"As novas acusações foram fabricadas no contexto de uma trama sionista, com a intenção de criar uma atmosfera que desvie a atenção mundial dos crimes perpetrados por agentes sionistas contra mulheres e crianças na Palestina", ele declarou.

As autoridades de Teerã sempre negaram estar envolvidas com a explosão de uma bomba na Associação Mútua Israellita-Argentina (Amia), um incidente que matou 85 pessoas e que foi o mais grave deste tipo na história do país.

Desde então, as relações entre os dois países pioraram ao ponto de o Irã possuir apenas um encarregado de negócios – e não um embaixador – no país sul-americano.

Ontem, o ocupante deste cargo, Mohsen Baharvand, afirmou que o atentado de 94 foi "um ato horrível", mas rejeitou as acusações, afirmando que se tratavam de um ato político.

O governo israelense em Buenos Aires manifestou confiança em que "as autoridades argentinas tomarão as medidas necessárias para que os responsáveis pelo atentado sejam punidos".

Prisão internacional

O juiz argentino que recebeu a acusação formal analisa agora a possibilidade de fazer um pedido internacional de prisão contra os acusados, entre os quais está o ex-presidente iraniano Ali Akbar Hashemi Rafsanjani.

Além dele, os promotores acusaram também outros sete funcionários do governo iraniano na época, e Imad Fayez Moughnieh, integrante do grupo militante xiita libanês Hezbollah.

O caso vem se arrastando por 12 anos, com poucos avanços entre rumores de acobertamento e acusações de incompetência.

Grupos judeus na Argentina dizem ter encontrado marcas de grupos militantes islâmicos nas bombas que derrubaram o prédio de sete andares.

Outro incidente anterior na Argentina continua sem resultados. Em 1992, um carro-bomba explodiu nas proximidades da Embaixada israelense em Buenos Aires, matando 29 pessoas e deixando pelo menos outras cem feridas.

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