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Atualizado às: 02 de outubro, 2006 - 20h48 GMT (17h48 Brasília)
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Lula e Alckmin 'relutam' em falar de segurança, diz Anistia

Imagem de vídeo divulgado em setembro pela Anistia
Para Anistia, candidatos estavam 'relutantes' em falar de segurança
O coordenador de campanhas no Brasil da organização de defesa dos Direitos Humanos Anistia Internacional, Patrick Wilcken, disse que tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto o tucano Geraldo Alckmin “se mostraram relutantes” em se aprofundar na questão da segurança pública em suas campanhas à Presidência.

Frisando que a Anistia é uma organização apartidária, Wilcken lamentou a "politização extraordinária" do tema durante o primeiro turno e disse que, passado o segundo turno, os eleitos têm de buscar uma visão "construtiva e cooperativa" para reduzir os gargalos na área segurança pública.

Wilcken pediu que o candidato vencedor do segundo turno trate a questão como assunto prioritário.

"Um novo governo sempre representa uma oportunidade para realizar reformas profundas para combater o problema", disse.

Relutância

Para o coordenador, de um lado, o presidente Lula tinha poucos avanços a mostrar na área. Se estiver chegando a um segundo mandato fragilizado pelas denúncias de corrupção, estará à cabeça de "um Estado debilitado para promover reformas importantes", disse.

Alckmin, por outro lado, teria dado uma resposta "insuficiente" às ações do PCC realizados em São Paulo nos últimos meses, e "não se mostrou disposto a discutir o assunto".

As palavras de Wilcken ecoam as da presidente da Anistia, Irene Khan, que apareceu há um mês em um vídeo enviado pela Anistia a candidatos nas eleções.

Nas imagens, Irene Khan aparece conversando com o presidente Lula e o seu adversário, Geraldo Alckmin.

Em seguida, o narrador diz: "As autoridades prometeram que isso era prioridade. Em 2006, porém, está claro que o povo brasileiro foi traído mais uma vez".

Para a entidade, os governos precisam combater o policiamento repressivo das comunidades carentes e o comércio de armas ilegais.

Além disso, a entidade pede medidas para solucionar o que chamou e "fracasso institucional (que) permeia todo o sistema judicial brasileiro". Exemplos disso seriam prisões superlotadas, casos de corrupção policial e a existência de um clima de impunidade.

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