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Para Wall Street, 2° turno é surpresa positiva

Alckmin e Lula
Analistas financeiros acreditam que Alckmin é 'mais afinado com mercado'
O fato de a disputa para a Presidência ter ido para o segundo turno acabou se mostrando uma surpresa positiva para investidores internacionais ouvidos pela BBC Brasil.

Na opinião de Joel Velasco, vice-presidente da empresa de consultoria americana Stonebridge International, ''o mercado vai reagir com relativa surpresa, mas animado com a possibilidade de Alckmin ser presidente''.

Ricardo Amorim, diretor de estratégias de investimentos para a América Latina do banco WestLB, diz que a incerteza gerada pelo fato de a eleição não ter sido resolvida no primeiro turno é vista como ''algo positivo''.

De acordo com Amorim, economistas internacionais acreditam que Alckmim implantaria uma política fiscal mais afinda com seus ideais e ''estaria mais inclinado a cortar impostos e reduzir juros, permitindo assim um maior crescimento econômico''.

Para Joel Velasco, ''uma eventual vitória de Alckmin ofereceria mais oportunidade para reformas, o choque de gestão do qual ele vem falando é algo que investidores gostam de ouvir''.

Chances

Nuno Camara, economista-sênior para a América Latina do banco Dresdner Kleinwort, compartilha da surpesa positiva em relação ao desempenho do candidato do PSDB, mas acrescenta que é preciso ver nas próximas semanas se existem chances concretas de que Alckmin venha a superar Lula.

''A vitória dele seria algo bom, mas não sei quão provável seria de ocorrer. Temos de ver as pesquisas nas próximas semanas. Mas seria uma excelente notícia porque ele é alguém mais afinado com os ideais do mercado'', afirma.

De acordo com Roger Scher, diretor para a América Latina da agência de classificação de risco Fitch Ratings, o cenário que está se configurando é que o ''PSDB vai ter uma posição-chave. Agora, eles demonstraram força, com as vitórias de José Serra e Aécio Neves e até a possibilidade de vencer a eleição presidencial''.

De acordo com Scher, mesmo que Alckmin saia derrotado, ''o PSDB poderá decidir se irá cooperar com as reformas econômicas de Lula ou se vai preferir se opor a elas e se concentrar na eleição presidencial de 2010''.

Ele acredita que nas próximas semanas o mercado poderá ver ''uma certa volatilidade, porque se existe uma coisa que o mercado não gosta é de incerteza, mas a turbulência não deverá ser nada dramática''.

Reação moderada

Greg Anderson, estrategista de moedas estrangeiras do banco ABN-Amro, em Chicago, compartilha dessa tese.

''Não deve haver nenhuma reação extrema, porque os mercados não ficariam desconfortáveis com uma possível vitória de Alckmin''.

Mas o estrategista acrescenta que comentários feitos pelo candidato do PSDB durante a campanha, de que ele mudaria a política cambial, poderiam gerar certa volatilidade, em relação ao valor do dólar.

''Talvez nas próximas semanas o dólar alcane R$2,20 ou R$ 2,25, mas não deverá passar disso'', prevê Anderson.

Ricardo Amorim também fala sobre o risco de haver ''certo estresse'' em relação ao câmbio, devido a declarações feitas por Alckmin de que ele preferiria uma taxa mais desvalorizada.

Pouca mudança

Seja qual for o vencedor, os analistas internacionais acreditam que poucas mudanças substanciais serão feitas em relação à política macro-econômica seguida pelo atual governo, o que acaba sendo um fator de estabilidade.

''O palpite é de que Lula irá vencer, e o mercado está confortável com isso'', afirma Greg Anderson.

''Em linhas gerais, as mudanças seriam pequenas, o que dá certa tranqüilidade ao mercado'', conclui Amorim.

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