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Carta de 88 indica interesse do Irã por bomba nuclear | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma carta escrita em 1988 pelo aiatolá Khomeini cita o então chefe das Forças Armadas do Irã afirmando que o país precisaria de uma bomba nuclear para vencer a guerra contra o Iraque. O teor da carta, enviada pelo pai da Revolução Iraniana a militares de alto escalão nos últimos dias da guerra Irã-Iraque, só foi divulgado agora pelo ex-presidente Hashemi Rafsanjani. Na carta, o aiatolá Khomeini lista as exigências dos comandantes militares para que eles continuassem a luta contra o Iraque. São mencionados mais aviões, helicópteros, homens e armas. Além disso, o chefe das Forças Armadas teria afirmado que, em cinco anos, o Irã precisaria ter armamentos atômicos e guiados por raio laser para ter chances de vencer a guerra. Algumas agências de notícias iranianas, no entanto, não mencionaram a referência a armamentos atômicos feita na carta. Economia debilitada O assunto é sensível porque o Irã sempre afirmou que não estava interessado em fabricar armas nucleares e clérigos muçulmanos afirmaram que uma bomba atômica seria contra o Islã. A carta do aiatolá Khomeini também revela como a economia e as Forças Armadas do Irã estavam debilitadas pelos oito anos de guerra contra o Iraque. O primeiro-ministro da época é citado dizendo que a economia estava operando num nível abaixo de zero e não havia voluntários suficientes para a frente de batalha. O conteúdo do documento veio a público no momento em que o Conselho de Segurança da ONU analisa a possibilidade de adotar possíveis sanções contra o Irã, por causa da recusa do país em abandonar suas ambições nucleares. Mas também revela um desentendimento entre o ex-presidente Rafsanjani e o chefe das Forças Armadas que teve papel fundamental em persuadir o Aiatolá a concordar com o cessar-fogo com o Iraque, descrito pelo próprio Khomeini como "beber de um cálice envenenado". |
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