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Atualizado às: 21 de setembro, 2006 - 10h15 GMT (07h15 Brasília)
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Apenas 11% defendem ação militar contra Irã, diz pesquisa
Desfile militar no Irã
O governo iraniano nega que esteja desenvolvendo armas nucleares
Uma pesquisa de opinião conduzida pela BBC em 25 países - incluindo o Brasil - revelou que apenas 11% dos entrevistados acreditam que uma ação militar seria a melhor resposta caso o Irã continue enriquecendo urânio.

A pesquisa aponta que 39% são a favor de uma negociação e 30% a favor da imposição de sanções econômicas contra Teerã.

A tese do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, de que seu país enriquece urânio exclusivamente para a produção de energia é aceita por apenas 17% das mais de 27 mil pessoas ouvidas.

60% delas acham que, além do uso pacífico, também está nos planos do Irã a fabricação de armamentos nucleares.

"Preocupação"

O Irã não obedeceu ao prazo dado pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que terminava no dia 31 de agosto, para suspender o enriquecimento de urânio no país.

O Conselho de Segurança da ONU deve analisar a imposição de sanções - ação defendida pelos Estados Unidos, que não descarta, em último caso, a possibilidade de uma eventual ação militar.

"A opinião pública claramente rejeita a idéia de que o Irã queira somente produzir energia nuclear e demonstra preocupação com a questão, mas descarta o uso da força", afirmou Steven Kull, diretor de um programa da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, que estuda comportamentos políticos internacionais.

Outra revelação da pesquisa é o desejo de 52% dos participantes de ver a comunidade internacional buscando medidas mais restritivas no que diz respeito à produção de armas nucleares.

"A pesquisa claramente mostra que as pessoas querem controles mais severos para a produção de armas nucleares", afirmou Doug Miller, presidente da GlobalScan, empresa que coordenou a pesquisa.

"Contudo, os resultados em países como Turquia e Egito sugerem que há uma vontade entre os países não-nucleares em desenvolver a tecnologia, especialmente no mundo muçulmano", afirmou Miller.

"É uma questão que tem de ser trabalhada pelos diplomatas", disse.

Brasil

Os números da pesquisa entre os brasileiros mostraram que o país é um dos que mais acreditam que o Irã esteja produzindo armas nucleares, com 72%, ficando atrás apenas de Estados Unidos, Israel, Itália e Coréia do Sul.

O número de brasileiros que disseram estar "muito preocupados" com a possibilidade de o Irã fabricar uma bomba nuclear também está acima da média mundial, com 57% contra 43% do total.

Somente 17% dos entrevistados no Brasil são favoráveis a uma possível intervenção militar, enquanto 39% - a mesma média da pesquisa no resto do mundo – acreditam em negociações diplomáticas.

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