|
Apenas 11% defendem ação militar contra Irã, diz pesquisa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma pesquisa de opinião conduzida pela BBC em 25 países - incluindo o Brasil - revelou que apenas 11% dos entrevistados acreditam que uma ação militar seria a melhor resposta caso o Irã continue enriquecendo urânio. A pesquisa aponta que 39% são a favor de uma negociação e 30% a favor da imposição de sanções econômicas contra Teerã. A tese do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, de que seu país enriquece urânio exclusivamente para a produção de energia é aceita por apenas 17% das mais de 27 mil pessoas ouvidas. 60% delas acham que, além do uso pacífico, também está nos planos do Irã a fabricação de armamentos nucleares. "Preocupação" O Irã não obedeceu ao prazo dado pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que terminava no dia 31 de agosto, para suspender o enriquecimento de urânio no país. O Conselho de Segurança da ONU deve analisar a imposição de sanções - ação defendida pelos Estados Unidos, que não descarta, em último caso, a possibilidade de uma eventual ação militar. "A opinião pública claramente rejeita a idéia de que o Irã queira somente produzir energia nuclear e demonstra preocupação com a questão, mas descarta o uso da força", afirmou Steven Kull, diretor de um programa da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, que estuda comportamentos políticos internacionais. Outra revelação da pesquisa é o desejo de 52% dos participantes de ver a comunidade internacional buscando medidas mais restritivas no que diz respeito à produção de armas nucleares. "A pesquisa claramente mostra que as pessoas querem controles mais severos para a produção de armas nucleares", afirmou Doug Miller, presidente da GlobalScan, empresa que coordenou a pesquisa. "Contudo, os resultados em países como Turquia e Egito sugerem que há uma vontade entre os países não-nucleares em desenvolver a tecnologia, especialmente no mundo muçulmano", afirmou Miller. "É uma questão que tem de ser trabalhada pelos diplomatas", disse. Brasil Os números da pesquisa entre os brasileiros mostraram que o país é um dos que mais acreditam que o Irã esteja produzindo armas nucleares, com 72%, ficando atrás apenas de Estados Unidos, Israel, Itália e Coréia do Sul. O número de brasileiros que disseram estar "muito preocupados" com a possibilidade de o Irã fabricar uma bomba nuclear também está acima da média mundial, com 57% contra 43% do total. Somente 17% dos entrevistados no Brasil são favoráveis a uma possível intervenção militar, enquanto 39% - a mesma média da pesquisa no resto do mundo – acreditam em negociações diplomáticas. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Hugo Chávez critica Conselho de Segurança da ONU19 setembro, 2006 | BBC Report Irã e Venezuela assinam 29 acordos de cooperação18 de setembro, 2006 | Notícias Líder do Irã diz que frase do papa mostra 'cruzada' anti-Islã18 de setembro, 2006 | Notícias Chirac defende negociação sem pré-condição com Irã18 setembro, 2006 | BBC Report Cúpula dos Não-Alinhados apóia programa nuclear do Irã17 de setembro, 2006 | Notícias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||