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Atualizado às: 16 de setembro, 2006 - 09h54 GMT (06h54 Brasília)
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Igrejas em Nablus são atacadas com bombas incendiárias

Criança palestina em protesto em Gaza
Palestinos protestaram em Gaza contra referência ao Islã
Na manhã deste sábado, bombas incendiárias foram lançadas contra duas igrejas – uma é católica e a outra, anglicana – na cidade de Nablus, na Cisjordânia.

Um grupo, até hoje desconhecido e que se apresentou como "Leões do Monoteísmo", assumiu a autoria do lançamento das bombas e afirmou que o ataque foi uma reação ao discurso do papa Bento 16 na Alemanha, que desencadeou uma onda de críticas no mundo islâmico.

O pronunciamento do papa despertou protestos tanto nos territórios palestinos quanto entre a população árabe de Israel.

Durante a noite da sexta feira, milhares de pessoas participaram de atos públicos condenando o discurso.


Lapso?

Em um comício de 50 mil pessoas, na cidade de Um El Fahem, organizado pelo movimento islâmico, o Sheikh Raed Salah declarou: "espero que este tenha sido um lapso por parte do papa, caso contrário, o significado de suas palavras é uma convocação direta aos povos da Europa para que se unam ao presidente Bush e a Israel em sua guerra contra o Islã".

O tema original do comício do movimento islâmico era a salvação da Mesquita de El Aksa, porém, os oradores dedicaram grande parte de seus discursos ao pronunciamento do papa.

Outro líder do movimento islâmico, o Sheikh Camal Hatib, acusou o papa de "provocar uma terceira guerra mundial".

"Esperava que, em vez de atacar o Islã, o papa defendesse a religião cristã de líderes como Bush e Blair, que cometem matanças em nome do Cristianismo. A maioria do mundo islâmico não tem nada contra a religião cristã, mas, sim, contra a politica dos Estados Unidos", disse Hatib.

O deputado árabe israelense Taleb A-Sana, do partido Lista Árabe Unida, condenou o pronunciamento do papa. "As palavras do papa demonstram ignorância e ele deve se desculpar perante o mundo islâmico", disse A-Sana.

Durante a noite da sexta feira, 2.000 palestinos participaram de uma manifestação contra o papa na cidade de Gaza. Os manifestantes se reuniram perto do prédio do parlamento e acusaram o papa de promover uma "cruzada contra o mundo islâmico".

O ataque com bombas incendiárias em Nablus não provocou danos graves à estrutura das duas igrejas.

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