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Atualizado às: 08 de setembro, 2006 - 13h38 GMT (10h38 Brasília)
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Igreja alemã quer faturar com produtos papais durante visita

Velas com imagem do papa Bento 16
Velas e frascos para água benta são vendidos
O papa Bento 16 chega neste sábado à sua terra natal, o Estado da Baviera, no sul da Alemanha, onde deverá visitar um total de cinco cidades: além de Munique, estão em seu roteiro Altötting e Marktl, onde ele viveu e passou boa parte da infância, assim como Regensburg e Freising.

Os custos da visita de seis dias estão estimados em 20 milhões de euros (cerca de R$ 54 milhões). Para poder reaver pelo menos parte do dinheiro, o bispado de Regensburg, responsável pela organização, criou uma verdadeira estratégia de marketing.

O bispado tem os direitos exclusivos para o uso da insígnia e da foto do sumo pontífice, e contratou uma agência de merchandising para comercializar produtos papais.

Entre os badulaques que serão vendidos durante a visita estão suvenires como velas, xícaras, chaveiros e uma camiseta com a foto de Bento 16. Uma garrafinha para água-benta e uma bandeira do Vaticano que pode ser fixada à janela do carro também estão sendo oferecidas.

'Símbolos da alegria'

Cerveja com imagem do papa Bento 16
Igreja deve investigar produtos 'ilegais' como cerveja

Se chover durante a visita, os fiéis podem se proteger com um guarda-chuva papal ou com um boné que traz o slogan: “Quem crê nunca está só”.

Os produtos podem ser comprados nos locais pelo qual o papa vai passar ou até encomendados pela internet, no site willkommen-benedikt.de (“bem-vindo, Bento”, em alemão).

Segundo o bispo Gerhard Müller, responsável pelo marketing papal, a Igreja não quer vender meros suvenires, mas sim “símbolos da alegria e da união” dos fiéis.

Um porta-voz do bispado de Regensburg deixa claro que a comercialização tem seus limites: a imagem do papa não deve ser maculada por produtos indevidos. “Não venderemos ursos de pelúcia ou almofadas com a imagem papal”, diz ele.

Já a respeitada revista alemã Der Spiegel reagiu sarcasticamente: “A estratégia da Igreja lembra o rigor com que a Fifa protegeu seus produtos licenciados durante a última Copa do Mundo”.

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