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Atualizado às: 15 de setembro, 2006 - 04h24 GMT (01h24 Brasília)
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Vice diz que Bolívia não voltará atrás, apesar de "congelamento"

Alvaro García Linera
Em entrevista, Linera disse que abastecimento não será afetado
O vice-presidente da Bolívia, Alvaro García Linera, disse que o governo não voltará atrás na nacionalização dos hidrocarbonetos, apesar de ter “congelado” a decisão de rebaixar as refinarias da Petrobras à condição de prestadoras de serviço.

“É um congelamento para favorecer o diálogo e as negociações com a Petrobras”, afirmou. “Mas a nacionalização não se detém, porque essa foi uma decisão tomada como país, como governo”, ressaltou.

García Linera disse que a questão agora é definir “os tempos” da aplicação das medidas. Medidas que fazem parte do decreto de nacionalização de hidrocarbonetos, batizado de “Heróis do Chaco” e assinado pelo presidente Evo Morales no dia primeiro de maio.

As declarações do vice-presidente e presidente em exercício – Morales está em Cuba – foram feitas na noite de quinta-feira, logo após reunião com cinco ministros, entre eles Andrés Soliz Rada, de Hidrocarbonetos.

Em entrevista à imprensa boliviana, em La Paz, García Linera garantiu que o abastecimento (ao Brasil e à Argentina, compradores do gás boliviano) não será afetado.

“Está garantido o contrato que a Bolívia possui de venda de 30 milhões de metros cúbicos”, disse. “As refinarias estão trabalhando a toda máquina.”

Segundo ele, além de nacionalizar a industrialização, as refinarias, a dstribuição e a comercialização, o governo pretende construir nova refinaria. Toda esta rede produtiva, observou, controlada pela estatal de petróleo da Bolívia, a YPFB.

Reunião

Para o vice-presidente, “ficou muito longe” a nova data, de nove de outubro, para a reunião entre o ministro brasileiro das Minas e Energia, Silas Rondeau, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o governo da Bolívia.

García Linera disse que preferia um encontro antes, mesmo que para isso ministros e técnicos bolivianos tenham que viajar ao Brasil.

Ele recordou que vence no dia 31 de outubro o prazo para o fim das negociações com as empresas petroleiras com investimentos na Bolívia – todas incluídas no projeto de nacionalização de Morales.

Até lá, acredita, as medidas da nacionalização já deverão ser realidade para a Bolívia.

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