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ONU: Crise em Gaza é 'tão grave quanto a do Líbano' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um apelo aos líderes mundiais para que não se esqueçam da crise em Gaza, dizendo que ela é tão séria quanto a que ocorre no sul do Líbano. Mais de 140 pessoas foram mortas nas operações israelenses no último mês, muitas delas, civis. O envio de alimentos e de outros itens essenciais foi reduzido drasticamente nas últimas semanas. Trinta organizações assistenciais endossaram o apelo, e uma delas disse que há uma sensação entre as ONGs que a população na Faixa de Gaza está sendo aterrorizada. A Care International disse à BBC que a comunidade internacional fracassou na sua tentativa de pressionar Israel para interromper sua campanha na região e que toda a atenção ao Líbano estava sendo dada às custas da Faixa de Gaza. Segundo a ONU, Israel faz 150 disparos de artilharia contra o minúsculo território da Faixa de Gaza todos os dias, em resposta aos ataques de militantes do Hamas, que disparam cerca de 10 foguetes contra Israel a cada 24 horas. Israel diz que precisa atacar áreas civis porque é aonde os militantes mantém as suas bases, mas segundo as ONGs, a população de Gaza vive em pânico constante. Ninguém fica a salvo Várias vezes por semana, as noites em Gaza são cortadas pela vibração dos helicópteros israelenses, seguidas pelas explosões causadas pelos ataques aéreos. Israel tem alertado a população palestina através da distribuição de panfletos com helicópteros ou em mensagens telefônicas, mas as organizações assistenciais dizem que tais medidas causam pânico e com as pessoas sem ter para onde ir. Segundo a ONU, cerca de mil pessoas estão abrigadas em escolas na região da Faixa de Gaza e muitas outras se mudaram para as casas de parentes.
As ONGs também fizeram apelos para que Israel permita a entrada de mantimentos e medicamentos na área. Cento e cinqüenta caminhões carregando alimentos e itens essenciais estão cruzando a fronteira a cada dia, mas segundo a Care International, isso só é suficiente para evitar que a população morra de fome. Para evitar que os palestinos de Gaza sejam privados de suas necessidades básicas, pelo menos 400 caminhões diários teriam receber autorização israelense para entrar na região, segundo a Care. Gaza também está sem energia desde que Israel bombardeou a usina elétrica que supre a região com eletricidade e sem saneamento básico, o que pode causar epidemias, de acordo com as autoridades sanitárias. |
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