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Atualizado às: 27 de julho, 2006 - 16h02 GMT (13h02 Brasília)
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Mais de 140 são mortos em um mês em Gaza
Comissária da UE visita hospital em Gaza
Comissária da UE quer garantir que verbas não passem pelo Hamas
Cinco palestinos foram mortos durante ataques israelenses na Faixa de Gaza nesta quinta-feira, entre eles uma mulher de 75 anos cuja casa foi atingida em um dos bombardeios.

Os ataques recentes elevam o total de mortos desde o início da ofensiva de Israel na região, no fim de junho, para mais de 140. Um soldado israelense também foi morto nesse período.

Israel diz que as operações visam à libertação do soldado Gilad Shalit, capturado por milícias palestinas, além de tentar impedir que foguetes sejam lançados contra território israelense.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que a solução para a crise está próxima.

Abbas falou a jornalistas em Roma, depois de um encontro com o primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, nesta quinta.

"Eu disse ao primeiro-ministro que a questão do soldado israelense capturado está sendo negociada, o que nos leva a acreditar que uma solução será iminente", afirmou Abbas.

Um artigo publicado no website do Alto Comitê do Fatah, o partido de Mahmoud Abbas, cita o general palestino Jibril al-Rujub dizendo: "Eu espero que o assunto da captura do soldado esteja resolvido na semana que vem. O Hamas concordou, em princípio, em libertá-lo".

Atenção desviada

O Exército de Israel intensificou os bombardeios em Gaza na quarta-feira, quando 23 palestinos foram mortos.

Onze militantes estariam entre essas vítimas, mas os ataques também teriam matado três meninas e deixado mais de 70 pessoas feridas.

A situação na Faixa de Gaza deixou de ser o centro das atenções no Oriente Médio depois do início dos ataques israelenses contra a milícia xiita Hezbollah, no Líbano.

Mas os territórios palestinos continuam passando por sérias dificuldades desde que as doações internacionais diminuíram drasticamente por causa da eleição do Hamas para a liderança do governo.

O Hamas é considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos e pela União Européia, o maior doador de fundos para a região.

Nesta quinta-feira, a UE declarou estar supervisionando o envio de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, de forma a garantir que o dinheiro chegue diretamente aos beneficiários, sem passar pelo governo do Hamas.

"Começamos hoje a mandar fundos para o setor de saúde, o que significa fazer pagamentos para as pessoas trabalhando na área médica, passando por médicos, enfermeiros e outros funcionários", disse a comissária de Assuntos Externos da UE, Benita Ferrero-Waldner, à agência de notícias AFP.

Serviços médicos e água

De acordo com a UE, esta é a terceira fase do mecanismo temporário criado para mandar doações que vão somar 40 milhões de euros (cerca de R$ 111 milhões) para os palestinos.

Antes do embargo ao governo do Hamas, só a União Européia era responsável pelo envio de 500 milhões de euros (R$ 1,4 bilhão) por ano para a Autoridade Palestina.

Uma declaração divulgada pela União Européia informa que a ajuda que está sendo mandada agora "inclui também a entrega de combustível para os geradores de hospitais, bombas de água e indústrias de tratamento de água, depois que o Exército de Israel destruiu seis transformadores da Estação de Energia de Gaza."

A nota acrescenta que as medidas da UE tornaram possíveis "a provisão de serviços essenciais de saúde para mais de 90 mil pacientes e o acesso à água para mais de 1,2 milhão de pessoas em Gaza."

A Autoridade Palestina tem tido problemas para pagar os salários de cerca de 160 mil funcionários públicos, o que afeta a sobrevivência de um milhão de palestinos, um quarto da população na Faixa de Gaza e Cisjordânia.

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