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Lula chega ao Peru para posse de Alan García | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou na noite desta quinta-feira à capital peruana para as cerimônias de posse do novo presidente, Alan García. Lula desembarcou em Lima e participa à noite do jantar oferecido pelo presidente Alejandro Toledo aos chefes de Estado e de governo que acompanharão a cerimônia. O Brasil foi o primeiro país visitado por Alan Garcia após a eleição e Lula foi o primeiro presidente a telefonar para parabenizar o presidente eleito após a vitória. As relações entre os dois países já foram incrementadas no governo de Toledo, mas a expectativa no Peru é que elas se tornem ainda mais próximas na administração de García. Segundo o embaixador brasileiro em Lima, Luiz Augusto de Araújo Castro, Lula foi o primeiro presidente a confirmar presença na cerimônia de posse, o que lhe dá o direito de se sentar no lugar mais privilegiado entre as autoridades estrangeiras presentes à cerimônia. Lula também terá uma reunião bilateral com García nesta sexta-feira, logo após o almoço de posse. Depois deste encontro, o presidente retorna a Brasília. Relações "As relações entre Brasil e Peru estão em um momento de excepcional qualidade", afirma o embaixador. Nos últimos anos, o intercâmbio comercial entre os dois países cresceu – hoje, chega a cerca de US$ 1,4 bilhão, com superávit para o Brasil – e os investimentos de empresas brasileiras no país andino aumentaram. Empresas brasileiras do setor de mineração como Gerdau, Votorantim e Vale do Rio Doce e construtoras como Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e Camargo Correa estão presentes no Peru. A Petrobras também explora gás e petróleo no país e, recentemente, a Ambev montou uma fábrica para produzir a cerveja Brahma. Potencial O que ainda falta, segundo o embaixador, é a conscientização dos empresários peruanos para o potencial de mercado que eles têm em Estados fronteiriços como o Acre. Uma ponte sobre o rio Acre, ligando os dois países, foi inaugurada em janeiro deste ano. A rodovia transoceânica, ligando os dois países e dando ao Brasil uma saída para o Oceano Pacífico, é citada nas pesquisas como um dos pontos positivos do governo Toledo. Araújo Castro diz que a visita do presidente Lula ao país, em agosto de 2003, marcou a decisão dos dois países de reverter o processo histórico de viver "de costas um para o outro". Na época, um acordo de preferências comerciais entre Peru e Mercosul foi anunciado, o que impulsionou o comércio e reduziu a burocracia para o trânsito de pessoas entre os países da região. "Os dois lados têm feito comentários no sentido de que Brasil e Peru sempre foram bons amigos, mas cresceram de costas um para o outro isso. Isso já começou a mudar", afirmou o embaixador. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Toledo recupera popularidade no fim do governo27 julho, 2006 | BBC Report Humala vai liderar bloco de oposição no Peru08 de junho, 2006 | Notícias Chávez desintegra América Latina, diz Toledo07 junho, 2006 | BBC Report Peru quer se aproximar 'ao máximo do Brasil'06 junho, 2006 | BBC Report Peruanos elegem Alan García para presidente05 junho, 2006 | BBC Report Maioria dos jovens peruanos deixaria o país se pudesse05 junho, 2006 | BBC Report Sem maioria, García terá que negociar05 junho, 2006 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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