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Atualizado às: 06 de junho, 2006 - 18h42 GMT (15h42 Brasília)
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Peru quer se aproximar 'ao máximo do Brasil'

Alan García
Alan García diz querer ter relação 'responsável' com Venezuela
O presidente eleito do Peru, Alan García, disse nesta terça-feira que quer ampliar a relação política e econômica do país com o Brasil.

“Em termos geopolíticos e geográficos, o Peru tem enorme interesse em manter um TLC (Tratado de Livre Comércio) com o Brasil”, disse. “Queremos juntar-nos o máximo possível com a economia e a geografia brasileira através de estradas, de fornecimento de gás, minerais e serviços elétricos (peruanos) para o Brasil”.

Segundo ele, ser vizinho do país é “uma riqueza em si”.

As declarações de Alan García, que já foi presidente do país entre 1985 e 1990, foram feitas durante uma entrevista à imprensa estrangeira, em Lima, capital do país.

Chávez

Durante quase duas horas de conversa, ele deixou clara a sua preferência por intensificar a relação com o governo brasileiro e manteve sua posição de ser contra a “interferência” do presidente venezuelano, Hugo Chávez, no Peru.

“Vamos ter boas relações com a Venezuela, mas de maneira responsável. Não nos interessa ser ‘antichavista’. Interessa atender às demandas do povo peruano”, disse.

García disse que a relação com o Brasil será cada vez mais “intensificada’ e que a construção da estrada “bioceânica” (que ligará o Atlântico ao Pacífico, prevista para terminar em quatro anos) chegará “em boa hora” para aproximar ainda mais os dois países.

Quando questionado sobre o processo eleitoral no Brasil, García respondeu: “Sou um admirador de Lula da Silva, de sua constância e empenho, de sua capacidade de arbitrar uma sociedade tão complexa e tão grande como a brasileira. Acho que suas propostas eleitorais e de governo tendem a melhorar a situação dos mais pobres no Brasil”.

Num telefonema na véspera para felicitá-lo pela vitória nas urnas, o presidente Lula o convidou para visitar o Brasil. García disse que aceitou o convite, mas que não sabe quando a viagem será realizada.

Alan García garantiu que não foram apenas promessas de campanha as afirmações que fez durante a disputa eleitoral, com o ex-militar Ollanta Humala, sobre a “aplicação da pena de morte” para os assassinos e estupradores de crianças e a possibilidade de “dissolução do Congresso Nacional” (que é unicameral).

Ele acha “longo demais” um mandato de cinco anos (o mesmo que o de presidente do país) para os parlamentares. E que a sociedade deve votar por novos legisladores, na metade do atual mandato. “Essa renovação é positiva e não há porque assustar-se”, disse. “Quando o presidente (Alejandro) Toledo estava num momento difícil, eu falei pra ele convocar eleições porque está previsto na Constituição”.

No entanto, ele disse que ainda não tomou uma decisão sobre o assunto e que tudo depende do que vai acontecer a partir de agora.

Sobre a pena de morte – idéia que lançou num de seus discursos de campanha – ele disse que a maioria dos peruanos é a favor para estupradores e assassinos de crianças. “Acho que existem fatos terríveis, como o de um estuprador de sete crianças que saiu da prisão e depois cometeu o mesmo crime com outra criança”, disse sobre o assunto.

“Sou advogado, sou socialista, mas minha obrigação democrática é recorrer a opinião do povo: 90% da população do Peru quer pena de morte para estes casos. Mas a classe política diz: ‘Não, nós somos advogados, modernos, socialistas. Não estamos a favor’.

“Acho que o Estado deve ser severo em casos tão graves como esses e não acho que seja atentar contra a humanidade e a civilização”, insistiu García.

Alan García disse ainda que não pode ignorar os votos dados a seu adversário político Ollanta Humala.

Humala venceu em cerca de 15 dos 25 departamentos (o que corresponde a um Estados no Brasil) do país. García venceu nos mais populosos.

O partido de Humala terá o maior número de cadeiras no Parlamento (45) enquanto o partido de García, o Apra, terá a segunda força política no mesmo Legislativo. “O senhor Humala é um ator político importante e um presidente deve conversar com as diferentes representações políticas. Não posso esquecer que ele teve cerca de 45% dos votos”, disse. “Mas eu também me preocupo, como ele, com os mais pobres”, afirmou.

O mapa político peruano revelou que as regiões mais carentes preferiram Humala a García.

O novo presidente do Peru toma posse no dia 28 de julho.

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