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Atualizado às: 24 de julho, 2006 - 08h45 GMT (05h45 Brasília)
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Viagem de Chávez pode aumentar diferenças com EUA

Soldados venezuelanos com rifles russos
Chavez tenta fechar um acordo de armas com a Rússia
O presidente da Venezuela, Hugo Chavez, realiza uma viagem pelo mundo que deve aumentar ainda mais as diferenças com os Estados Unidos - mas pode garantir mais apoio para a reivindicação por um assento não-permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Chavez chegou a Belarus no domingo e de lá segue para a Rússia, Catar, Irã, Vietnã e Mali.

O presidente da Venezuela deve voltar a seu país no dia 2 de agosto, após quase duas semanas na estrada.

O que deve interessar mais aos diplomatas do departamento de Estado americano são as visitas a Moscou e Teerã.

Chavez pretende assinar um acordo de armas com o presidente Vladimir Putin no valor de US$ 1 bilhão.

A Venezuela também espera fechar um acordo na Rússia por uma licença para a fabricação de rifles russos Kalashnikov e munição.

Relação amigável com Irã

A oposição de Chavez à ação da ONU contra o programa nuclear do Irã conquistou a simpatia de Teerã.

Os dois países têm boas relações, e têm parcerias em fábricas de cimento e tratores.

Os Estados Unidos, entretanto, temem que esta relação amigável se estenda à área da tecnologia nuclear.

A Venezuela tem depósitos de urânio, mas não existe nenhuma indicação de que o país tenha começado a extraí-lo.

A Venezuela também não tem a capacidade de enriquecer urânio, como é o caso do Brasil e da Argentina.

Em uma entrevista à BBC, o ministro do Exterior da Venezuela, Ali Rodriguez, disse:

"Nosso país quer ver todas as armas nucleares descartadas de uma vez por todas. Elas pertencem à era da Guerra Fria. Nós, no entanto, não nos opomos a países que desenvolvem energia nuclear para fins pacíficos."

Cortejo a 'excluídos'

À primeira vista, a lista de países escolhidos por Chavez parece uma mistura eclética de destinações.

Porém, um olhar mais cuidadoso revela o pensamento da diplomacia venezuelana.

"Há várias razões para esta viagem", disse Larry Birns, diretor do Conselho de Assuntos Hemisféricos, em Washington.

"Chavez está basicamente cortejando países considerados excluídos pela administração Bush. Ele está buscando acordos de petróleo, votos para apoiar a candidatura da Venezuela a um assento no Conselho de Segurança da ONU e criar uma frente ideológica comum contra os Estados Unidos."

Impaciência

O Ministério do Exterior da Venezuela está otimista de que vai conseguir os 128 votos necessários para garantir um assento no Conselho de Segurança.

Diplomatas estão angariando votos de países integrantes de organizações do hemisfério sul, como Mercosul, Caricom, União Africana e Liga Árabe.

No entanto, existe uma impaciência crescente na Venezuela com as longas ausências de Chavez, até entre os chavistas.

"Nenhum outro líder da América do Sul juntou tantas milhas aéreas quanto Hugo Chavez", disse Milos Alcalay, um ex-diplomata e embaixador da Venezuela na ONU.

Desde que Chavez assumiu o governo em 1999, ele passou quase um ano viajando pelo exterior.

Mesmo assim, Chavez está confiante de que vai garantir outro mandato nas eleições presidenciais de dezembro e não hesita em passar semanas fora do país.

Coréia do Norte

Chavez originalmente pretendia visitar a Coréia do Norte durante esta viagem, mas a Assembléia Nacional da Venezuela não aprovou uma parada em Pyongyang.

"Para mim, é um alívio que ele não vai vai à Coréia do Norte desta vez", disse uma autoridade venezuelana. "O momento seria difícil, já que a Coréia do Norte é o centro das atenções da comunidade internacional."

Para alguns analistas parece que Chavez ouviu seus assessores próximos e resolveu alterar seus planos de viagem originais para algo menos controverso.

Chavez, porém, é considerado uma figura imprevisível.

Ele ainda pode tirar algumas surpresas de sua cartola durante esta viagem: uma delas pode ser uma visita à capital da Síria, Damasco, atendendo a um convite feito anteriormente pelo governo sírio.

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