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Venezuela passa a ser 5º membro do Mercosul | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Venezuela passou a ser o quinto país-membro do Mercosul, após assinatura de protocolo de adesão em uma reunião de cúpula especial na capital do país, Caracas, nesta terça-feira. Com isso, o bloco, criado em 1991, passará a ter 250 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 1 trilhão - cerca de 75% do total da América do Sul. "É um país de quase 30 milhões de habitantes que está num processo de desenvolvimento muito bom. É um país que faz a ligação do Caribe com a Patogônia e nós consideramos muito importante a entrada da Venezuela e pode abrir para que os países do Mercosul entrem no bloco", disse o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva ao destacar a importância da Venezuela para o Mercosul, de acordo com a Agência Brasil. O presidente Lula participou da cerimônia de assinatura em Caracas, juntamente com os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, da Argentina, Néstor Kirchner, do Paraguai, Nicanor Duarte e do Uruguai, Tabaré Vázquez. O presidente da Bolívia, Evo Morales, também participou da solenidade. Bolívia e Chile se tornaram membros associados do bloco em 1996. Preocupação A Venezuela precisa abolir todas as suas barreiras alfandegárias com os seus parceiros até 2014, e isso preocupa empresários venezuelanos, temerosos de ver o seu mercado inundado por produtos baratos de Brasil e Argentina, de acordo com o correspondente da BBC em Caracas, Greg Morsbach. Mas o presidente Chávez afirma que o que importa na América do Sul é a união. Ele quer que o Mercosul seja um bloco poderoso para limitar a influência dos Estados Unidos na região. O presidente da Venezuela afirmou que "o caminho para a libertação" de seu país é o Mercosul, e chamou a expansão do bloco de "histórica". As intenções de Chávez também causam alguma apreensão entre os outros membros do Mercosul, que parecem mais interessados em colocar comércio à frente de geopolítica, segundo Morsbach. Eles temem que a entrada da Venezuela no bloco possa exacerbar confrontos ideológicos e minar os esforços do Mercosul para obter um acordo com a União Européia. |
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