|
Governo vai retirar mais brasileiros do Líbano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo brasileiro vai organizar uma outra operação de retirada de brasileiros do Líbano. A decisão já foi tomada, mas ainda não existem data nem local de partida. "O governo brasileiro fará todo o esforço para retirar todos os brasileiros que queiram sair, mas não será uma operação fácil", afirmou o embaixador Everton Vieira Vargas, um dos coordenadores pelo Itamaraty do Grupo de Trabalho de Apoio aos Brasileiros no Líbano, montado no fim de semana pelo governo brasileiro para ajudar na retirada de cidadãos da zona de conflito. Segundo ele, a maior dificuldade é organizar a logística de um transporte terrestre em meio aos bombardeios que continuam ocorrendo. Além disso, o governo não sabe quantos brasileiros ou pessoas com passaporte brasileiro estão no Líbano. Além dos turistas, há milhares de residentes permanentes que nasceram no Brasil e emigraram para o Líbano ou libaneses que viveram um tempo no Brasil e retornaram ao país. "Todos os que procurarem o consulado receberão ajuda, mas não temos condições de sair procurando os brasileiros pelas aldeias do país", afirmou o embaixador. A primeira operação de retirada de brasileiros foi concluída nesta terça-feira, com o desembarque no país de 98 passageiros - entre eles alguns argentinos e paraguaios - que vieram de Adana, na Turquia. O transporte entre Beirute e Adana foi feito por ônibus fretados pelo Itamaraty. O Ministério das Relações Exteriores ainda não sabe de onde pode partir o próximo grupo. Além do consulado de Beirute, as embaixadas de Damasco, na Síria, e de Amã, na Jordânia também foram acionadas. "É uma operação de logística muito complicada. Vai depender de onde as pessoas estiverem e do que for mais próximo", afirmou. Segundo o embaixador Vargas, já existe uma lista de 100 pessoas que procuraram o consulado de Damasco e 60 que procuraram Amã pedindo ajuda para deixar o país. Ele não soube informar o número exato de brasileiros que procuraram o consulado de Beirute depois da partida dos ônibus. Segundo ele, todos os brasileiros que procuraram o consulado até o horário da partida dos ônibus, na tarde de segunda-feira no horário local, tiveram lugar assegurado no vôo que chegou ao Brasil nesta terça-feira. Diante dos vários casos de reclamações apresentados pelos jornalistas, de pessoas que não haviam obtido ajuda, o embaixador Vargas disse que a dificuldade de comunicação telefônica atrapalhava o repasse de informações. O Itamaraty não tem uma estimativa de quantos brasileiros vivem no Líbano. O plantão da Divisão de Assistência Consular do Itamaraty, exclusivo para questões relativas a atendimento a brasileiros no exterior, atende nos telefones (61) 9983-0157 e (61) 9983-0137. Vítimas São cinco as vítimas brasileiras no conflito confirmadas pelo governo brasileiro. Além da família de pai, mãe e dois filhos na semana passada, o Itamaraty confirmou nesta terça-feira a morte do menino Bassel Tormos, de oito anos. Ele foi morto em Tallousa, no sul do Líbano, onde estava com a família, no desabamento de um prédio que ficou abalado nos bombardeios. O menino nasceu em Foz do Iguaçu, e o Itamaraty não soube confirmar se ele estava no Líbano em férias ou se a família está morando no país. De acordo com informações do Consulado-Geral do Brasil em Beirute, a mãe e o irmão do menino estavam feridos. Uma sexta vítima brasileira, o comerciante Rodrigo Aiman, de 34 anos, ainda não foi confirmada pelo Itaramaty. O comerciante teria sido atingindo por estilhaços de uma bomba na cidade de Tiro. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Menino brasileiro é morto no Líbano18 julho, 2006 | BBC Report Milhares de estrangeiros deixam o Líbano18 de julho, 2006 | Notícias Brasileiros devem voltar ao Brasil na terça-feira17 julho, 2006 | BBC Report Israel ataca área do Hezbollah em Beirute14 de julho, 2006 | Notícias Ônibus levará brasileiros do Líbano para a Turquia14 julho, 2006 | BBC Report Ataque israelense matou quatro brasileiros13 julho, 2006 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||