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Seca e soja 'devoram' a Amazônia, dizem jornais | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os jornais britânicos The Guardian e The Independent destacam em suas edições desta segunda-feira o que julgam ser algumas das principais ameaças à Amazônia. De acordo com o Guardian, a seca que ameaçou a região amazônica em 2005, era vista por moradores locais "como algo que só acontece uma vez a cada geração", mas o jornal acrescenta que "há sinais de que as condições extremas do ano passado estão retornando". O diário diz que nos meses de junho e julho, o Acre enfrentou 40 dias sem chuvas, "algo quase que sem precedentes". O jornal cita a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que afirma que a seca está ligada aos recordes de temperatura registrados no sudeste do Oceano Atlântico e no Golfo do México. Mas o Guardian ascrescenta que, além de fatores ambientais, a área tem sido duramente atingida pela ação de madeireiros ilegais, que "afogam rios com os sedimentos vindos da terra desnuda". Para o Independent, "grandes plantações de soja financiadas pela Cargill, a maior companhia privada do mundo, são o pior inimigo da Floresta Amazônica". O diário lembra que o país se tornou o maior exportador mundial de soja, superando os Estados Unidos e que os grãos de soja brasileiros estão "alimentando o crescente apetite da Europa por substitutos da carne" e acrescenta que a soja já é uma ameaça maior à região do que a agropecuária. O jornal relata ter percorrido estradas ilegais criadas por madeireiros que levam a uma enorme monocultura ambiental situada dentro do Parque Nacional de Tapajós - uma reserva ambiental controlada pelo Ibama. De acordo com o Independent, "apesar de compromissos do governo Lula, a destruição da Amazônia continua" e acrescenta que quase 75% da degradação na região ocorre ilegalmente. Crise no Oriente Médio Em editorial, o jornal libanês em língua inglesa The Daily Star afirma que a forma com que o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, tem lidado com o que poderia ser "uma crise limitada" não está conseguindo deter o Hezbollah e só está fazendo com que a região inteira mergulhe em uma guerra total. De acordo com o diário, Israel está criando um legado de "ódio e um desejo ilimitado de vingança". O diário acrescenta: "Não devemos nos esquecer que foi durante a sangrenta invasão israelense do Líbano em 1982 que o jovem Osama bin Laden viu a destruição dos arranha-céus de Beirute e decidiu que iria pôr abaixo as torres do World Trade Center". O jornal israelense Haaretz afirma em editorial que "com forte apoio popular, as forças de Defesa de Israel estão agindo para esmagar a capacidade ofensiva do Hezbollah e enfraquecê-la para que o governo libanês possa acionar seu próprio Exército no sul do país". No entender do jornal, "esse objetivo será atingido por fim, através de um acordo com o Líbano monitorado por grupos internacionais". O diário acrescenta que "não há o que discutir com o Hezbollah e não faz qualquer sentido discutir com o grupo, uma vez que sua própria existência como uma força militar no sul do Líbano é inaceitável". Divisões no G8 O jornal russo em língua inglesa The Moscow Times afirma que as declarações divulgadas no domingo pelas diferentes lideranças do G8 "puseram fim a décadas de tradição ao reconhecer que há profundas divisões entre líderes que costumam buscar o consenso". As cisões entre os líderes mundiais presentes no encontro na cidada russa de São Petersburgo são o destaque de outros diários russos. De acordo com o Novaya Gazeta, os presidentes da Rússia e dos Estados Unidos não chegaram a um acordo sobre os termos de adesão da Rússia à Organização Mundial do Comércio e que as perspectivas "não são muito otimistas". O jornal Vedomosti vai além e afirma que a entrada da Rússia na organização comercial "foi adiada indefinidamente". |
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