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Estudo lista áreas com animais em 'risco latente' de extinção | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um estudo científico aponta 20 lugares no mundo em que os animais ainda não estão sob risco de extinção – mas podem ficar nesta condição dentro em breve. A idéia dos autores do estudo, um grupo de pesquisadores baseados em Londres, é alertar para a necessidade de prevenir ao invés de remediar. Entre as regiões apontadas estão a Groelândia, a tundra Siberiana, ilhas do Caribe, parte do Sudeste Asiático e a costa da Patagônia. Para os pesquisadores, um trabalho de prevenção feito desde já pode evitar que os animais que vivem nestes ecossistemas cheguem a correr risco de extinção. Lista Vermelha O estudo, divulgado na revista acadêmica Proceedings of the National Academy of Sciences, explora um conceito chamado “risco latente de extinção”.
Isto significa que os animais não estão sob risco imediato, e por isso não podem ser classificados como em perigo de acordo com o banco de dados de espécies ameaçadas acatado internacionalmente – a Lista Vermelha. Mas os padrões de desenvolvimento humano nestes locais significam que os bichos podem entrar em uma via rápida rumo à extinção em um futuro próximo, quem sabe deixando para trás espécies hoje consideradas em alto risco. Um exemplo, segundo Marcel Cardillo, do Imperial College, de Londres, é o caso do macaco bugio da Guatemala. “Em 2000 ele estava na lista dos que menos preocupavam, mas foi colocado na de animais em perigo em 2004, pois perdeu muito de seu habitat na floresta”, diz Camillo. “Esperamos que os ambientalistas usem nossas descobertas para prevenir a perda de espécies no futuro, em vez de se concentrar apenas naquelas que já estão em perigo.” Ausências O risco latente de extinção atinge mais de 1,5 mil mamíferos que vivem fora da água, segundo Camillo e seus colegas. Talvez surpreendentemente, entre as áreas com um número grande destes animais não está a Amazônia nem a bacia do Congo, regiões dotadas de riquíssima biodiversidade. Thomas Brooks, da ONG Conservation International, se diz “surpreso” com a ausência destes dois lugares da lista. “Em ambas há um grande número de espécies animais com variedades reduzidas”, diz Brooks. |
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