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Cúpula do G8 é ignorada por 60% nos países do grupo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Oito dos principais líderes mundiais iniciam neste sábado uma reunião de cúpula de três dias em São Petersburgo, na Rússia, mas mais da metade dos cidadãos de seus países não sabia do encontro. Segundo uma pesquisa realizada no início do mês por um centro de pesquisas de São Petersburgo e divulgada nesta semana, a realização da cúpula era ignorada por cerca de 60% das mais de 8 mil pessoas entrevistadas nos oito países do G8. A pesquisa, encomendada pela Agência para Informação Social, de São Petersburgo, indica ainda que o tema do terrorismo, que não está entre os três pontos da agenda oficial da cúpula, é o que tem o maior índice de interesse entre as pessoas entrevistadas nos oito países – 88% desejam vê-lo discutido no encontro. Uma grande parte das pessoas ouvidas (46%) também deseja ver o G8 reformulado para a entrada de mais países. Hoje o grupo é formado por Alemanha, Canadá, Grã-Bretanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Rússia. Uma eventual reformulação do grupo poderia favorecer o Brasil, que tem participado dos últimos encontros como convidado. Na última semana, a imprensa britânica publicou notícias de que o premiê Tony Blair pretende defender a transformação do G8 em G13, com a entrada de países em desenvolvimento no grupo. Trabalho em conjunto A pesquisa da Agência para Informação Social, que ouviu cerca de mil pessoas em cada um dos oito países do G8, indica que 61% dos cidadãos desses países deseja que seus governos trabalhem com outros governos para buscar soluções para os principais problemas globais, enquanto somente 7% defendem que seus países trabalhem sozinhos. Porém a Rússia, anfitriã da cúpula deste ano, tem o maior índice de cidadãos que desejam ver o país trabalhando sozinho – 16%. França e Estados Unidos, por outro lado, têm os menores índices de pessoas que defendem o multilateralismo – 41% e 44%, respectivamente, com um alto índice de pessoas que dizem que isso depende do tema – 48% em ambos os casos. A pesquisa indica ainda uma grande indiferença dos cidadãos em relação ao encontro dos líderes do G8 – 50% disseram não considerar a realização da cúpula positiva nem negativa. Entre os russos, porém, 83% consideram positiva a realização da cúpula, enquanto somente 14% a vêem como negativa. O Japão é o país com o maior índice de visões negativas sobre a cúpula – 65%, contra apenas 25% de visões positivas. Terrorismo Quando questionados sobre as questões que desejam ver discutidas na cúpula, a partir de uma lista de oito diferentes temas, 88% dos cidadãos do G8 disseram querer ver discutida a questão do terrorismo, seguida da questão das doenças infecciosas (86%) e da segurança energética global (82%) – os dois últimos temas fazem parte da agenda oficial de três pontos, ao lado do tema da educação. O tema do terrorismo é o preferido dos russos, com 94% de interesse, enquanto nos Estados Unidos o tema tem um índice de interesse de 92%, apenas um ponto percentual atrás do interesse sobre o tema das doenças infecciosas. A questão do terrorismo também encabeça a lista dos temas de maior interesse para os britânicos, com 89%, mesmo índice de interesse em relação às questões do combate à pobreza global e das doenças infecciosas. No Japão, o tema de maior interesse são as mudanças climáticas (91%), no Canadá, as doenças infecciosas (91%), na França, o combate à pobreza (89%), e na Alemanha e na Itália, os direitos humanos (87% e 92%, respectivamente). Em relação a um possível aumento no número de países no grupo, o maior índice de aprovação à idéia vem dos italianos (56%) e dos britânicos (54%). Por outro lado, 43% dos russos e 41% dos alemães defendem que o grupo permaneça como está hoje, sem mudanças. A França tem o maior índice de cidadãos que defendem que o G8 seja dissolvido por não ter nenhuma utilidade – 13%, enquanto 27% dos americanos responderam “não sei” à questão. |
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