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Atualizado às: 05 de julho, 2006 - 10h51 GMT (07h51 Brasília)
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La Nación: Venezuela inaugura fase 'política' do Mercosul
Jornais
O jornal argentino La Nación afirma em editorial que a entrada da Venezuela no Mercosul inicia uma etapa "política" do bloco.

Para o diário, foi política a promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Bolívia de que o país seria incorporado ao Mercosul, assim como foram políticas as reclamações dos presidentes Nicanor Duarte (Paraguai) e Tabaré Vázquez (Uruguai) sobre supostas disparidades dentro do bloco econômico.

Nem por isso, diz o La Nación, essas iniciativas são falsas, assim como não são falsos os conflitos entre os membros do bloco que, "em tom patriarcal", diz o jornal, Lula quer tratar apenas como "divergências".

"Com tom patriarcal, Lula da Silva procurou deixar claro que nem sempre coincide com o anfitrião, Hugo Chávez, mas advertiu que as divergências não devem ser confundidas com conflitos", diz o jornal, referindo-se ao discurso durante a reunião que marcou a adesão da Venezuela ao bloco.

"Sobre a presença de Lula no ato de ontem", continua o La Nación, "houve várias especulações: até se chegou a dizer que não ia participar pelo temor de se ver prejudicado por Chávez na sua campanha pela reeleição".

Para o diário argentino, o presidente acabou adotando um tom "realista", defendendo que o Mercosul é um projeto a ser continuado por Estados, independentemente dos atuais presidentes.

Abraço

Outro jornal argentino, o Clarín, destaca que a reunião em Caracas deu espaço para um novo gesto de distensão entre Kirchner e Tabaré Vázquez, cujas relações ficaram estremecidas com a crise das papeleiras.

Os dois presidentes deram um "caloroso abraço" e trocaram várias palavras entre sorrisos, antes de ocupar as suas respectivas cadeiras na cerimônia.

O Tribunal Internacional de Haia deverá emitir em breve um parecer sobre a disputa em torno da instalação de fábricas de celulose na fronteira entre os dois países.

O Clarín e o La Nación também destacam o reforço da "sociedade" entre o presidente argentino e o venezuelano Hugo Chávez, com a assinatura de um acordo que prevê o lançamento de papéis binacionais no mercado para financiar projetos de infra-estrutura.

Para o La Nación, trata-se de uma "aliança estratégica". "Se o mundo é dos audazes, Hugo Chávez quer engrossar suas fileiras e Néstor Kirchner não quer ficar de fora."

Rodada de Doha

O jornal inglês The Guardian publica um artigo do porta-voz do comissário de Comércio da União Européia, Peter Power, em que ele diz que é falacioso o argumento de que a Rodada de Doha deve fracassar, para o bem dos países pobres.

Power argumenta que a União Européia e outras economias desenvolvidas não estão pedindo que os mais pobres dos países em desenvolvimento para abrir os seus mercados.

"O pedido da UE de acessos a novos mercados de bens industriais é limitado a grandes economias emergentes, como o Brasil, que já estão bem avançados no caminho da industrialização. Os cortes pedidos também são bem menores do que os exigidos dos países industrializados", escreve o porta-voz.

Ele também defende que o livre mercado pode atrapalhar a industrialização de países mais pobres e mais uma vez aproveita para passar um recado para países em desenvolvimento como o Brasil.

"Na última década, economias em desenvolvimento como Brasil, Índia e China vêm cortando as suas tarifas unilateralmente sem esperar por qualquer quid pro quo em negociações multilaterais porque sabem que isso faz sentido do ponto de vista econômico."

Power argumenta ainda que o fracasso de Doha desperdiçaria a maior chance de uma reforma da política agrícola européia e estimularia uma corrida pelos acordos bilaterais, o que só prejudicaria, segundo ele, os países pobres.

Luz no fim do túnel

O Wall Street Journal Europe diz que o período negro para os mercados emergentes pode estar chegando ao fim.

O diário especializado em economia destaca que nas últimas seis semanas investidores recuperaram US$ 15,9 bilhões de fundos de mercados emergentes.

O último sinal da melhora estaria na recuperação dos mercados no México após as eleições, mesmo com o resultado indefinido.

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