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Atualizado às: 30 de junho, 2006 - 11h00 GMT (08h00 Brasília)
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No banco, Oliver Kahn muda sua imagem

Oliver Khan
Jornalistas céticos ainda esperam o despertar do leão
Oliver Kahn, considerado o melhor jogador da Copa de 2002, está no banco da seleção alemã. O ex-capitão da equipe mudou radicalmente sua imagem.

Antigamente uma propaganda típica com Oliver Kahn, o polêmico ex-goleiro da seleção alemã, era como o anúncio de TV que ele fez para uma rede de restaurantes fast food: ao receber seu hambúrguer, Kahn rugia como um leão.

Hoje em dia, Kahn está fazendo outro tipo de propaganda – por exemplo, para uma marca de cerveja. Sentado no banco de um Biergarten alemão, uma espécie de restaurante ao ar livre, Kahn bebe sua cerveja (sem álcool) e filosofa: “até que ficar sentado no banco não é tão mal assim”.

Eis o novo Kahn. Um dos mais polêmicos goleiros alemães de todos os tempos, famoso por seus acessos de fúria em campo, criou uma nova imagem de leão domado.

Kahn foi eleito o melhor jogador da copa de 2002. Com suas defesas ele foi um dos principais responsáveis por levar o time da Alemanha à final do torneio.

No jogo contra o Brasil, no entanto, não conseguiu segurar um chute de Rivaldo, permitindo o primeiro gol de Ronaldo que abriu o caminho para a vitória brasileira

Segundo plano

O goleiro do Bayern de Munique ficou conhecido por ser impulsivo: em campo ele chegou a dar tapas em companheiros do próprio time, e repetidamente criticou colegas e cartolas.

No entanto, foi relegado ao segundo plano quando o técnico Jürgen Klinsmann decidiu por Jens Lehmann, do Arsenal, no gol da seleção.

Quando todos esperavam uma explosão de Oliver Kahn ou até sua renúcia ao posto de reserva na seleção, ele surpreendeu a opinião pública dizendo que “o que importa é o espírito de equipe, e não eu”. Os repórteres esportivos ficaram embasbacados.

Desde então, para surpresa geral, Kahn fica sentado pacificamente no banco da seleção. Nesta semana ele até elogiou seu concorrente Lehmann, dizendo que ele “teve uma atuação perfeita até agora”.

Em sua primeira entrevista coletiva desde o começo da Copa, “King Kahn”, como era chamado por torcedores, disse que “é claro [que está] um pouco frustrado”, mas que não desconta nos outros jogadores.

O goleiro de 37 anos disse que no passado ele era obcecado por vitórias e títulos, e que está passando por uma nova experiência. Humildemente, ele diz que quer “ajudar onde puder”.

Os jornalistas ainda estão céticos e esperam a hora em que Kahn voltará a rugir como um leão. Porém, até agora o goleiro dá a impressão que já ficaria satisfeito em tomar uma cervejinha ao ar livre em um Biergarten e filosofar sobre a vida.

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