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Atualizado às: 24 de junho, 2006 - 20h40 GMT (17h40 Brasília)
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Alemanha avança e se vê pronta para brigar pelo título

Alemanha x Suécia
O resultado contra a Suécia deu confiança à seleção alemã
A boa atuação da Alemanha na vitória por 2 a 0 sobre a Suécia, pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo, encheu de euforia os anfitriões do Mundial, que já eram apontados entre os favoritos ao título e, agora, apostam ainda mais nas próprias chances.

“Em um país que gosta de futebol como a Alemanha e com a Copa do Mundo realizada aqui, isso não pode acabar agora” , disse o treinador alemão Jurgen Klinsmann. “Nós não vamos terminar nas quartas-de-final. Nosso apetite está aumentando, e não diminuindo.”

Capitão da equipe alemã, o meia Michael Ballack reforçou o ambiente de otimismo de seus compatriotas ao avaliar que o desempenho da Alemanha na partida contra a Suécia chegou perto da perfeição.

“Nós começamos bem e encontramos nosso jogo rapidamente. No primeiro tempo, dificilmente poderíamos jogar melhor”, afirmou Ballack. “Foi uma atuação sensacional Com atuações assim, não precisamos nos esconder de ninguém.”

Início arrasador

O resultado que deu confiança à seleção alemã começou a ser construído nos minutos iniciais da partida. Aos 12 minutos do primeiro tempo, o atacante Lukas Podolski já havia marcado os dois gols que definiram o placar do jogo.

“Como técnico, estou muito orgulhoso desse time. É incrível o que alcançamos”, disse Klinsmann, campeão mundial como jogador da seleção alemã em 1990. “Nunca vi a Alemanha jogar como jogamos nos primeiros 30 minutos.”

Artilheiro da Copa com quatro gols, o atacante Miroslav Klose não balançou as redes na partida deste sábado, mas criou as principais chances da Alemanha no jogo e acabou eleito o melhor jogador em campo pelo comitê técnico da Fifa.

Apesar de não ser do tipo habilidoso, Klose esteve sempre bem posicionado, trocou tabelas rápidas com Ballack e Podolski e esbanjou objetividade nos arremates e passes de primeira para os companheiros de ataque.

Mais veloz do que Klose, o jovem Podolski tirou proveito de seu vigor físico e oportunismo para aproveitar as oportunidades que teve para marcar e foi a principal opção para os contra-ataques da equipe alemã.

“Foi bom marcar meus gols, mas é o time que está vencendo, e não eu sozinho”, disse o atacante. “Na preparação para esse jogo, crescemos como um time. Tudo é possível agora. Toda partida é uma decisão.”

Meio-campo

Além do início arrasador, a empolgação dos alemães com a vitória em Munique também foi reforçada pela organização do meio-campo da equipe.

O losango formado pelo volante Torsten Frings, pelos meias Bernd Schneider (pela direita) e Bastian Schweinsteiger (pela esquerda) e pelo capitão Ballack voltou a demonstrar um grande entrosamento e fôlego para defender e atacar em bloco.

Principal organizador das jogadas alemãs, Ballack assumiu o papel de maestro da equipe e distribuiu bem a bola durante o jogo. O capitão também encontrou espaço para uma série de belos arremates de fora da área que levaram perigo ao gol sueco.

As qualidades da equipe alemã também apareceram de maneira mais evidente diante da apatia da Suécia no primeiro tempo. A expulsão do zagueiro Teddy Lucic, aos 34 minutos, facilitou ainda mais o trabalho da Alemanha.

No segundo tempo, mesmo com um jogador a menos, a seleção sueca voltou mais organizada e conseguiu administrar a superioridade dos alemães para não tomar mais gols.

Mesmo com um ritmo mais lento, a Alemanha teve a maioria das oportunidades de gol no segundo tempo, incluindo um chute na trave de Ballack, após desvio do goleiro.

A Suécia chegou a ter a chance de reduzir o placar, mas o atacante Henrik Larsson chutou mal e desperdiçou um pênalti marcado pelo árbitro brasileiro Carlos Eugênio Simon.

Defesa

A força mostrada pelos alemães nas oitavas-de-final justifica o otimismo dos anfitriões da Copa, mas a equipe ainda depende muito de Ballack e Schweinsteiger para dar qualidade ao toque de bola do meio-campo.

À exceção do lateral Philipp Lahm, que tem sido o melhor da Copa em sua posição, os outros três jogadores da defesa alemã têm sido o ponto fraco da equipe.

O lateral Arne Friedrich atua quase como um terceiro zagueiro, apóia pouco o ataque e dá sinais de insegurança quando tem a bola nos pés, o que torna o jogador uma peça pouco útil na saída de bola.

A dupla de zaga formada por Per Mertesacker e Christoph Metzelder é forte nas divididas e eficiente nas bolas aéreas, mas também tem cometido erros de posicionamento e passa por dificuldades diante de jogadas de maior habilidade dos atacantes adversários.

Para compensar os equívocos de uma defesa com média de idade de 23 anos, os alemães apostam na firmeza e na experiência do goleiro Jens Lehmann, que aparentemente abandonou o costume de sair do gol de maneira desastrada depois que ganhou a posição de Oliver Kahn.

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