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Seleção 'mista' dá olé no Japão e tira peso de Ronaldo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em sua terceira partida na Copa do Mundo, a Seleção Brasileira e o atacante Ronaldo finalmente empolgaram os torcedores e despertaram gritos de ‘olé’ durante a goleada por 4 a 1 sobre o Japão, em Dortmund. A melhor atuação do Brasil na Alemanha ocorreu justamente na partida em que o técnico Carlos Alberto Parreira resolveu mudar a equipe e mandou para campo cinco reservas: Cicinho, Gilberto, Gilberto Silva, Juninho e Robinho. Mesmo sem um único treino coletivo com essa formação, a Seleção ‘mista’ que enfrentou o Japão envolveu a equipe adversária com um belo toque de bola, velocidade e uma boa movimentação no ataque. Com a companhia de Robinho, Ronaldo foi mais acionado, teve diversas chances de gol e conseguiu marcar duas vezes, o suficiente para igualar o recorde do alemão Gerd Müller (14 gols), com quem passa a dividir o título de maior goleador da história das Copas. Atacante de peso Os dois gols de Ronaldo contra o Japão serviram como uma redenção para o atacante, que havia sido muito criticado pelas fracas atuações nos dois primeiros jogos do Brasil na Copa. “Os gols dão tranqüilidade para mim e para a Seleção”, disse Ronaldo, após a partida. “Estou muito feliz porque estou tendo uma evolução importante física e técnica durante a competição.” As principais cobranças sobre o atacante eram relacionadas a sua forma física. De acordo com o preparador físico da Seleção, Moraci Sant’Anna, Ronaldo está com 90 kg. Em 2002, segundo a Fifa, o atacante (que tem 1,83m de altura) pesava 82 kg. Na noite de quinta-feira, depois dos dois gols sobre o Japão, Ronaldo admitiu ter se apresentado à Seleção Brasileira em má forma, mas disse que, aos poucos, começa a alcançar o nível dos outros jogadores da equipe. “Cheguei abaixo do nível físico dos meus companheiros. Depois de 45 dias sem treinar, eu sabia que tinha que ralar muito para chegar ao nível deles”, afirmou o atacante, que ficou parado por mais de um mês, entre abril e maio, por causa de uma contusão. “Fisicamente, hoje eu me encontro muito melhor”, acrescentou Ronaldo. “Ainda tem muita coisa para melhorar. Espero para os próximos jogos ter a mesma atuação e ter a mesma sorte que tive contra o Japão.” Promovidos Além dos gols de Ronaldo, o Brasil também contou com o bom desempenho dos cinco reservas promovidos a titulares por uma partida. No ataque, Robinho abriu espaços com seus dribles e foi sempre uma opção para os passes de Kaká e Ronaldinho. No meio campo, Juninho deu qualidade aos passes e levou perigo nas bolas paradas e nos chutes de longe. O meia foi o autor do segundo gol da Seleção, que começou atrás no placar, em um belo arremate de fora da área. O volante Gilberto Silva demostrou segurança, protegeu bem a dupla de zaga e foi muito útil na saída de bola. Na lateral-direita, Cicinho foi sempre um perigo no apoio ao ataque. Apesar de ter sofrido um pouco na marcação, principalmente no primeiro tempo, o jogador do Real Madrid foi uma importante peça ofensiva para o Brasil e deu o passe, de cabeça, para o primeiro gol da Seleção, marcado por Ronaldo. O lateral-esquerdo Gilberto foi o mais discreto dos cinco, mas roubou a cena ao marcar o terceiro gol do Brasil com um belo chute cruzado após um lançamento preciso de Ronaldinho. Estilo brasileiro A boa partida diante do Japão não deve ser suficiente para que os cinco reservas conquistem uma promoção definitiva na equipe titular do Brasil. O técnico Carlos Alberto Parreira decidiu poupar Cafu, Roberto Carlos, Emerson, Zé Roberto e Adriano porque a Seleção Brasileira entrou em campo na quinta-feira já classificada para as oitavas-de-final da Copa. Durante a partida, Parreira também testou Ricardinho no segundo tempo e chegou a substituir até mesmo o goleiro Dida para permitir que Rogério Ceni tivesse o gostinho de disputar um jogo de Copa do Mundo por pelo menos dez minutos. “Isso facilita o meu trabalho porque você não ganha uma Copa do Mundo só com 11 jogadores. É importante que você tenha um grupo preparado para jogar na hora que for necessário”, disse o treinador, repetindo um de seus ‘mantras’ no Mundial. Parreira elogiou a atuação dos cinco jogadores que entraram na equipe, mas disse que a escalação para o jogo contra Gana, pelas oitavas-de-final, só será anunciada na segunda-feira, na véspera da partida. “Todos que entraram jogaram bem”, afirmou. “Alguns jogadores nunca tinham jogado uma Copa do Mundo. Era importante que eles jogassem uma partida porque, havendo a necessidade, você tem a confiança de colocá-los em campo.” “Mais do que nas partidas anteriores, botamos a bola no chão, tocamos a bola, que é o verdadeiro estilo do futebol brasileiro”, acrescentou o técnico da Seleção. “Mas o time não mudou a maneira de jogar. A estrutura continuou a mesma. É importante que haja uma estrutura, que haja alternativas, que haja opções.” |
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