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Zico ataca Fifa e prevê desconforto diante do Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pouco antes de enfrentar o Brasil pela segunda vez em sua carreira como treinador do Japão, Zico resolveu abrir fogo contra a Fifa e deixar claro mais uma vez que discorda da maneira como a entidade dirige o futebol mundial. Após o último treino da equipe japonesa antes do jogo desta quinta-feira, em Dortmund, o brasileiro reclamou do horário dos jogos e de erros de arbitragem nas duas primeiras partidas do Japão na Copa do Mundo. Apesar de reconhecer que corre o risco de sofrer algum tipo de retaliação por suas críticas à Fifa, o técnico da seleção japonesa também voltou a criticar o critério de escolha dos cabeças-de-chave do Mundial. “Claro que fico visado, mas eu não vou ficar quieto diante das coisas que eu não acho corretas”, afirmou Zico. De acordo com o brasileiro, o Japão “começou a perder” na Copa quando os cabeças-de-chave do torneio foram escolhidos. “Por que criar um critério um mês antes de começar a Copa do Mundo?”, questionou o treinador. “Não deu para entender por que França e Argentina foram cabeças-de-chave se elas foram eliminadas já na primeira fase na última Copa do Mundo.” Zico argumenta que, ao levar em consideração o passado das grandes potências do futebol mundial, a Fifa não permite que as seleções de menor tradição entrem na disputa em condições de igualdade. Para o técnico do Japão, a tabela da Copa foi realizada com o objetivo de tornar possível uma final entre Brasil e Alemanha. “A Copa do Mundo foi idealizada para isso. Senão não teriam separado o Brasil, de um lado, e a Alemanha, de outro”, diz Zico. “Mas isso só vai acontecer se as duas seleções, dentro do campo, demonstrarem essa capacidade.” Erros O Japão atravessa um momento delicado na Copa. Com apenas um ponto conquistado em dois jogos, a equipe de Zico ocupa a última posição no Grupo F e precisa derrotar o Brasil com pelo menos dois gols de diferença para ainda sonhar com a classificação. Ao comentar a situação da equipe, Zico lembrou de um pênalti a favor do Japão que não teria sido marcado pelo árbitro na partida contra a Austrália, quando o jogo estava empatado em 1 a 1. A seleção japonesa acabou derrotada por 3 a 1, e o autor do segundo gol australiano foi o meia Tim Cahill, que poderia ter sido expulso no lance contestado por Zico se o pênalti tivesse sido marcado. O brasileiro também avalia que sua equipe foi prejudicada por disputar as partidas contra Austrália (derrota por 3 a 1) e Croácia (empate em 0 a 0) às 15h, horário em que a temperatura na Alemanha tem se aproximado dos 30ºC. “Espero que contra o Brasil nosso time possa imprimir mais velocidade do que nos dois primeiros jogos, principalmente pelo horário do jogo”, disse Zico. “A gente nota uma diferença gritante em relação a isso.” A partida entre Japão e Brasil será disputada às 21h (16h no horário de Brasília). Emoção Ídolo do futebol brasileiro na década de 80, Zico admite que passa por uma sensação pouco agradável ao dirigir a seleção do Japão contra o Brasil. “A situação é desconfortável em todos os sentidos”, afirma. “Só o fato de ter de jogar contra o Brasil, pela história que eu tenho com a Seleção Brasileira, já me deixa desconfortável como brasileiro e amante do futebol brasileiro.” Na primeira vez em que enfrentou a seleção treinada por Zico, na Copa das Confederações de 2005, o Brasil empatou em 2 a 2 com o Japão e passou sufoco diante de uma grande atuação dos japoneses, que por pouco não conseguem a vitória. Assim como ocorreu naquela ocasião, Zico diz que vai cantar o hino nacional brasileiro nesta quinta-feira, mas garante que isso não significa que o Brasil terá um adversário simpático pela frente. “Começa a bola, eu sou Japão”, diz o treinador. “Ninguém vai me tirar de ser brasileiro. Eu nasci brasileiro, mas essa emoção vai só até a bola rolar.” Quando a participação da equipe japonesa na Copa chegar ao fim, Zico já adiantou que pretende deixar o cargo. O brasileiro afirma que planeja trabalhar como treinador na Europa e descarta a possibilidade de dirigir um clube no Brasil. “Como a mosca azul de treinador me mordeu, estou querendo ver se abro um espaço na Europa e vou correr atrás disso”, revela. “É um mercado onde você pelo menos pode começar um trabalho sabendo que pode terminar.” |
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