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Falta de dinheiro dificulta preparação palestina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Estocar água e comida dentro de casa costuma ser uma das primeiras providências de famílias que vêem o risco de um ataque e cerco militar iminente. Palestinos da Faixa de Gaza têm experiência com isso, mas os problemas econômicos que afetam o território estão dificultando até os preparativos para a ação militar israelenses que pode começar a qualquer momento. Israel já iniciou ataques aéreos contra o território e dezenas de tanques aguardam em torno da Faixa de Gaza que o governo de Israel decida se vai iniciar uma invasão para tentar resgatar o soldado Guilad Shelit, seqüestrado por grupos palestinos. “Normalmente as pessoas já estariam comprando comida para ficar dentro de casa e se proteger de um ataque. Mas agora ninguém tem dinheiro nem para comprar a comida no dia a dia, quanto mais para estocar”, diz o diretor-adjunto do Centro Palestino para Democracia e Resolução de Conflitos, em Gaza, Bassam Nasser. Grande parte dos palestinos está sem receber salário ou ajuda financeira desde que a vitória do Hamas, na eleições de janeiro, levou a um bloqueio dos recursos internacionais destinados à Autoridade Palestina. Salários O professor de inglês de uma escola pública da cidade de Rafah (fronteira com o Egito), Omar Nasser, diz que não recebe o salário há quatro meses, a mesma situação da grande maioria dos funcionários públicos palestinos. “Estamos só esperando eles cortarem a água, a eletricidade e as comunicações. Não seria novidade para nós, mas desta vez não conseguimos estocar nada em casa”, conta. O professor acredita que, se o cabo Shelit fosse devolvido aos israelenses, a ação contra os palestinos poderia ser ”amenizada”, mas não de todo evitada. “Acho que as pessoas que moram mais perto das cidades de fronteira, como eu, são as que mais defendem uma solução pacífica. Nossas cidades sempre sofrem muito quando há uma invasão”, disse. “Humilhação” Já o funcionário da ONG internacional Caridade Islâmica, Mohamed Ali, que mora na cidade de Gaza, acredita que a “agressão” israelense vai ser igual, independentemente do que acontecer com o militar seqüestrado. “Os israelenses estão se sentindo humilhados por esse seqüestro e vão querer se vingar com violência”, acredita. Ali diz que acredita que o israelense não deve ser devolvido enquanto o governo dele não atender às exigência do grupo que o capturou, de libertar mulheres e crianças palestinas detidas em prisões israelenses. “São exigências muito razoáveis, e sinto muito apoio aqui na cidade de Gaza a estas exigências”, disse. Preparação Ele conta que também na cidade de Gaza as pessoas não estão conseguindo estocar alimentos, para o esperado cerco militar, porque não estão recebendo seus salários. Como trabalha para uma organização internacional, Ali continua recebendo seu pagamento regularmente. “Eu até poderia ter comprado coisas para minha casa mas me sentiria mal estocando comida sabendo que meus vizinhos não têm condições de fazer isso”, disse. |
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