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Atualizado às: 27 de junho, 2006 - 21h57 GMT (18h57 Brasília)
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Aviões israelenses bombardeiam ponte em Gaza
Ismail Haniya e Mahmoud Abbas
Fatah e Hamas querem adotar política unitária em relação a Israel.
O Exército de Israel lançou um míssil em uma grande ponte na Faixa de Gaza, no que diz ser um esforço para impedir que militantes levem um soldado israelense capturado de um lugar a outro.

As forças israelenses estão em alerta desde a captura de Gilad Shalit, na manhã de domingo.

Notícias não confirmadas dão conta de que tanques israelenses concentrados na fronteira com a Faixa de Gaza começaram a avançar, mas a informação é negada por Israel.

As principais facções rivais palestinas, Hamas e Fatah, concordaram mais cedo com um documento definindo uma plataforma política comum.

Como parte do acordo, o Hamas disse que iria aceitar um Estado palestino na Cisjordânia e Faixa de Gaza, embora mantendo sua recusa em reconhecer a legitimidade de Israel.

O correspondente da BBC para o Oriente Médio, Jeremy Bowen, disse que não há nada no documento que sugira um acordo de paz de longo-prazo com Israel.

O acordo de 18 pontos foi elaborado por vários membros de facções palestinas presos em cadeias israelenses. Seu texto oficial ainda não foi publicado.

Um negociador que participou da reunião disse à agência AP que "todos os grupos políticos estão preparados para um cessar-fogo mútuo com Israel".

Um Estado palestino seria criado incluindo toda a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e a parte oriental de Jerusalém, nos limites anteriores à ocupação de 1967.

Israel

O acordo não mencionaria o reconhecimento de Israel em nenhum momento.

Analistas dizem que interpretações prévias de uma política de aceitação de Israel são infundadas.

O acordo com uma possível política sem hostilidades a Israel tinha sido bem recebido, especialmente num momento onde a Autoridade Palestina e Israel estão em grande tensão por causa do seqüestro de Gilad Shalit, soldado israelense, na Faixa de Gaza.

Conforme James Reynolds, correspondente da BBC em Jerusalém, o ponto central do manifesto fala de um Estado palestino sendo criado na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

Teoricamente, isso seria metade de um acordo de uma solução que aceitasse dois estados, mas não há nenhuma menção à segunda parte da solução – que seria exatamente Israel.

Segundo Reynolds, a omissão é voluntária.

Apesar de alguns terem entendido a omissão como uma aceitação tácita de Israel por parte do Hamas, fica cada vez mais claro que essa não é exatamente a posição do partido palestino que está no poder.

Negociadores do Hamas disseram à BBC que todo o Estado de Israel foi construído sobre território palestino e que a criação de um Estado palestino na Cisjordânia e na Faixa de Gaza è o primeiro passo e não o passo final.

Eles dizem acreditar que caberá a gerações futuras de reaver a terra que historicamente lhes pertence e que no fim, não haverá espaço para a existência de Israel.

O ministro palestino Abdul Rahman Zidan, disse à BBC que o documento não tem nenhum compromisso com o reconhecimento de Israel.

"Este é um acordo interno entre palestinos. Você não vai achar uma palavra claramente aceitando o reconhecimento de Israel como estado. Ninguém concordou com isso. Isso não estava em discussão e não fez parte do diálogo", disse.

Tensão e alívio

O acordo deve ser bem recebido pelo presidente palestino Mahmoud Abbas, da facção moderada Fatah, favorável ao acordo.

Abbas queria submeter a proposta a um referendo no dia 26 de julho. Agora ele e o primeiro-ministro Ismail Haniyeh, do Hamas, devem anunciar o acordo juntos, ainda esta noite.

Mas a proposta foi rejeitada pela Jihad islâmica, a única facção palestina que não estava presente no encontro.

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