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Atualizado às: 26 de junho, 2006 - 12h11 GMT (09h11 Brasília)
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Israel ameaça fazer ação militar para libertar soldado
O soldado Gilad Shalit
Seqüestro de soldado israelense seria o primeiro desde 1994
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Ormet, prometeu uma ampla ação militar para libertar um soldado israelense que teria sido seqüestrado por um grupo palestino na Faixa de Gaza.

"Que fique claro: nós vamos encontrar qualquer um, não importa onde", disse Olmert em um discurso na cidade de Jerusalém.

Ele afirmou aos comandantes militares israelenses que eles devem se preparar para "uma ampla e prolongada operação militar para atingir as organizações e comandantes terroristas".

Olmert disse ainda que considera os líderes políticos da Autoridade Nacional Palestina, incluindo o presidente Mahmoud Abbas e o primeiro-ministro Ismail Haniya, responsáveis no caso.

O soldado Gilad Shalit, de 19 anos, desapareceu após uma ação de militantes palestinos nas primeiras horas de domingo.

Uma equipe de negociadores do Egito envolvida na tentativa de encontrar o soldado disse ter conseguido fazer contato com os supostos seqüestradores.

Seria a primeira vez que um soldado do Exército israelense teria sido seqüestrado desde 1994. O caso está sendo visto em Israel como uma crise política.

O desaparecimento do soldado tem sido discutido entre membros do governo palestino do Hamas e Mahmoud Abbas, que condenou o provável seqüestro.

Os líderes políticos do Hamas negaram qualquer conhecimento do seqüestro, que teria ocorrido no domingo. Mas fizeram apelos para que o militar seja libertado sem sofrer maus-tratos.

Israel posicionou tropas na fronteira com a Faixa de Gaza como preparação para uma ação de retaliação contra os palestinos na região.

Ação palestina

Segundo militares israelenses, Gilad Shalit estava em um tanque que foi atacado por sete ou oito homens que saíram de um túnel na fronteira entre Gaza e Israel, próximo do posto de Kerem Shalom.

O grupo teria lançado granadas e usado metralhadoras contra o tanque. Segundo o Exército israelense, outros dois militares, o tenente Hnan Barak e o sargento Pavel Slutsker, ambos de 20 anos, morreram no ataque.

Gilad Shalit também tem cidadania francesa, e o governo da França disse estar trabalhando para conseguir uma solução para o caso.

A ação no domingo foi assumida pela ala militar do Hamas, pelos Comitês de Resistência Popular e por um grupo que se auto-denomina Exército do Islã.

Nenhum deles ainda assumiu claramente estar com o soldado, mas segundo informações divulgadas pela mídia israelense, grupos palestinos teriam dito que o soldado está vivo.

Membros da ala militar do Hamas disseram que a operação de domingo é uma resposta à recentes mortes de civis em ataques de Israel e ao assassinato de dois miltantes por forças israelenses.

O grupo Hamas, que atualmente comanda o governo da Autoridade Palestina, anunciou o fim de um cessar-fogo com Israel no início de junho depois que oito membros de uma mesma família foram mortos numa praia de Gaza.

O Hamas disse que a explosão foi causada por um bombardeio israelense, mas o Exército de Israel negou responsabilidade no episódio.

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