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Presidente palestino decreta estado de alerta | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, colocou suas forças de segurança em estado de alerta depois dos choques ocorridos na Faixa de Gaza e Cisjordânia. Abbas ordenou que soldados assumissem o controle depois que militantes correligionários de seu grupo, o Fatah, incendiaram os escritórios do Hamas em Ramallah. O escritório estava vazio. Ismail Haniya, que lidera o governo da Autoridade Palestina, controlado pelo Hamas, costuma ficar na Faixa de Gaza. A violência ocorreu depois de choques na Faixa de Gaza, nos quais duas pessoas foram mortas. O Hamas e facções do Fatah, organização de Abbas, estão envolvidos em confrontos e disputas desde a vitória do Hamas nas eleições gerais palestinas, em janeiro passado. Lei e ordem O negociador-chefe palestino Saeb Erekat, um aliado de Abbas, disse à BBC que está preocupado com a extensão da violência e teme pelo colapso da lei e da ordem. "Estou tão amedrontado e preocupado, as coisas estão escapando por entre nossos dedos como areia. Acho que estamos realizando o máximo de esforço, mas não estamos minando as dificuldades e complexidades", disse. A violência começou na segunda-feira, quando duas pessoas morreram e outras 15 ficaram feridas em um choque de militantes do Hamas com forças de segurança leais ao Fatah em Rafah, na Faixa de Gaza. Ambos os lados acusam o outro de ter iniciado o confronto. Em protesto contra o confronto, centenas de atiradores do Fatah foram às ruas em Ramallah. Depois deste incidente os atiradores, muitos da Brigada dos Mártires de al-Aqsa, ligada ao Fatah, atiraram nas janelas do parlamento palestino em Ramallah. Em seguida, eles invadiram os escritórios do gabinete de governo, destruindo móveis e computadores. As tensões entre o Hamas e o Fatah se agravaram desde que Abbas convocou um referendo sobre um plano que implicaria no reconhecimento do Estado de Israel, o que é rejeitado pelo Hamas. Pelo menos 20 pessoas morreram, a maioria integrantes de milícias, nos confrontos entre os grupos nos últimos dois meses. |
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