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Fatah e Hamas se reúnem para discutir crise | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, pediu união nacional nesta terça-feira, no início do encontro de dois dias para resolver as diferenças políticas entre as duas principais facções palestinas, o Hamas e o Fatah. As duas facções vêm disputando o poder nos territórios ocupados desde que o Hamas foi eleito para liderar a Autoridade Palestina em janeiro passado. Mahmoud Abbas, o líder do Fatah, é o presidente da Autoridade Palestina. Haniya afirmou que não vai permitir que a tensão entre os grupos degenere em uma guerra civil e que o governo liderado pelo Hamas não vai fazer concessões políticas para acabar com o boicote econômico à Autoridade Palestina por Israel e pelos doadores ocidentais. Eles exigem que o Hamas renuncie à violência e reconheça o direito de Israel de existir. Por seu lado, o presidente Abbas apelou aos palestinos que não recorram às armas, advertindo que as divisões políticas ameaçam as aspirações palestinas de unidade nacional. Nas últimas semanas, militantes dos dois grupos vêm se enfrentando em violentos choques. Negociação O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, que está em visita aos Estados Unidos, disse que está pronto para negociar a paz com os palestinos, mas só depois que o Hamas rejeitar a violência e reconhecer o direito de Israel de existir. Mas Olmert advertiu que Israel não vai esperar para sempre e que vai redesenhar as fronteiras israelenses unilateralmente se for necessário. "Se os palestinos ignorarem nossa mão estendida para a paz, Israel vai buscar alternativas para promover nosso futuro e as perspectivas de paz no Oriente Médio", disse ele. O governo liderado pelo Hamas e a presidência controlada pelo Fatah estão totalmente divididos em relação à questão israelense, segundo o correspondente da BBC em Gaza Alan Johnston. A expectativa do encontro é que Abbas pressione o Hamas a adotar uma atitude que ele chama de mais realista. Os dois lados precisam também chegar a um acordo sobre várias questões operacionais, que vão de segurança a finanças. O encontro entre os líderes do Fatah e do Hamas está sendo realizado em Ramallah, na Cisjordânia, mas por conta das restrições impostas por Israel aos movimentos de Haniya, ele está participando da reunião por videofone. Pelo menos nove pessoas morreram neste mês nos choques entre militantes das duas facções. A introdução de uma força de segurança controlada pelo Hamas em Gaza, na semana passada, aumentou ainda mais as tensões. |
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