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França supera início 'à brasileira' e enfrenta Espanha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O técnico alemão do Togo, Otto Pfister, comparou nesta sexta-feira a evolução da França – que derrotou a seleção que ele comanda por 2 a 0, classificando-se para as oitavas-de-final em segundo do grupo G – à do Brasil nesta Copa do Mundo. “No futebol, nunca se sabe, tudo é possível. A equipe do Brasil também, todo mundo viu como eles começaram, mas pouco a pouco eles melhoraram. Isso também aconteceu com a equipe da França”, afirmou Pfister. O atacante francês David Trezeguet concordou com a avaliação do alemão, mas disse estar convencido de que a equipe francesa vai continuar crescendo. Na avaliação do jogador da Juventus de Turim, a França mostrou que “subiu um pouco” de produção e que agora o time tem que chegar ao nível dos favoritos. “Sabemos que ainda não demonstramos o nível esperado. Acho que, comparado ao que mostraram uma Alemanha, Espanha, Argentina, não estamos no nosso máximo”, arrematou Trezeguet, excluindo o Brasil da lista. O discurso é semelhante ao do treinador da França, Raymond Domenech, que destacou a dificuldade da partida contra o Togo. Para ele, a equipe só jogou aos 100% do seu potencial contra o Togo. Zidane Coincidência ou não, o melhor desempenho da França aconteceu justamente na partida em que o time foi desfalcado do seu maior astro, Zinedine Zidane. Embora o time tenha jogado bem com o jovem meia do Marseille Frank Ribery no lugar de Zidane, Domenech evitou adiantar a escalação para o jogo contra a Espanha. “Em todas as entrevistas eu repito a mesma coisa: é um grupo de 23 e todos podem jogar. No momento, vamos saborear a classificação. Amanhã, vamos treinar depois falamos nisso.” Perguntando se achava que o time rendeu melhor sem o craque do Real Madrid, o treinador foi irônico. “Posso dizer sim, posso dizer que não. O fato é que tínhamos que jogar sem ele, jogamos e ganhamos. Agora podemos fazer cinema, podemos editar, montar e desmontar.” Na noite do aniversário de Zizou, o craque foi obrigado a assistir o jogo da tribuna, por estar suspenso depois de levar dois cartões amarelos. Depois da partida, ele não quis falar com a imprensa e passou rapidamente pela área conhecida como zona mista, onde os jogadores normalmente dão entrevistas para os jornalistas antes de embarcarem nos ônibus. Evolução Polêmicas à parte, o segundo melhor jogador do mundo, Thierry Henry, do Arsenal, também disse ter constatado uma evolução da seleção francesa. “Hoje pensei comigo, faz muito, muito tempo que não criávamos tantas oportunidades como hoje. E só vi a Argentina, a Espanha e a Alemanha nos últimos dois jogos fazendo isso”, disse Henry. O jogador elogiou o comportamento do time no segundo tempo, quando os franceses tiveram paciência para insistir até chegar ao primeiro gol. Henry também afirmou que gostou do adversário da França nas oitavas. “Acho que vai ser um jogo bonito”, disse o atacante, que criticou o estilo de jogo da Suíça, que “ficou esperando lá atrás para só jogar no contra-ataque”. O melhor jogador da partida, o volante Patrick Vieira, foi outro que elogiou a evolução da França, admitindo que foi difícil, mas a qualidade do time acabou prevalecendo. A maior estrela entre os perdedores, o atacante togolês Emmanuel Adebayor, seguiu o exemplo do treinador Pfister, que disse não ter ficado decepcionado com a derrota por causa do comportamento do time, e mostrou resignação com o resultado. Satisfação dupla Dizendo estar satisfeito com o futebol apresentado pelo Togo na Copa, o jogador do Arsenal faz planos para o futuro. “Foi muito, muito bonito poder participar de uma competição como a Copa. Tiramos várias lições e foi muito importante para nós, porque somos uma equipe muito jovem.” Muito criticado por suas atuações anteriores pela França, o volante Vieira disse ter ficado duplamente satisfeito com a vitória e o prêmio. “No nível pessoal, é uma grande satisfação. Estou me sentindo cada vez melhor. Temos um grande potencial neste time e espero que a classificação nos faça jogar com mais liberdade, porque não somos nada ruins”, disse Vieira. O técnico Domenech voltou a repetir que acredita que o volante venha a se consagrar como “um dos grandes jogadores da competição”. |
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