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Ricos mantiveram nível de subsídio agrícola em 2005 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os países que compõem a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) gastaram US$ 279,8 bilhões em subsídios agrícolas em 2005, valor praticamente igual ao do ano anterior. Na média, o número representa 29% da renda dos produtores rurais desses países. Em alguns países, a proporção dos subsídios oficiais na receita dos produtores ultrapassa 50%, casos de Suíça (68%), Noruega (64%), Coréia do Sul (63%) e Japão (56%). Para efeito de comparação, os subsídios representam apenas 3% da renda dos agricultores no Brasil, segundo estatísticas da mesma OCDE. Na China, essa proporção é de 8%. Nenhum dos dois países faz parte da organização, que reúne 30 países - 24 dos quais descritos com de alta renda pelo Banco Mundial. Sob pressão O estudo divulgado nesta quarta-feira mostra que as negociações internacionais para reduzir o grau de protecionismo agrícola dos países desenvolvidos ainda não surtiram efeitos. Os dados devem aumentar a pressão sobre negociadores internacionais que se encontrarão na próxima semana em Bruxelas para tentar reavivar o fôlego da Rodada de Doha. Lançadas em 2001 na capital do Qatar, as negociações deveriam ter terminado em 2004. Ao invés disso, países industrializados e emergentes chegaram a um impasse: os primeiros querem ter acesso aos mercados de serviços dos segundos; estes, por sua vez, relutam em fazer concessões antes que os primeiros avancem na redução do seu protecionismo na área agrícola. Segundo o estudo da OCDE, quase três quintos (59%) da ajuda dos países ricos aos seus produtores acabam por elevar artificialmente o preço dos produtos agrícolas. Nessa categoria estão as barreiras à importação e subsídios à exportação e à produção doméstica, que, no entender da OCDE, "distorcem seriamente a produção, os mercados e o comércio mundial". "É urgente e necessário que haja progresso nas negociações comerciais para injetar vida nova às reformas nas políticas agrícolas." Passos lentos Apesar do recente impasse na liberalização do comércio, a OCDE ressaltou que o atual nível de protecionismo dos ricos é menor que há vinte anos. No período 1986-88, a ajuda estatal respondia por 37% da receita dos agricultores nos países da OCDE. O total de recursos correspondia a 2,3% do PIB conjunto, mais que o dobro da proporção atual de 1,1%. "Essas mudanças indicam alguma melhora, com uma maior proporção de receita dos agricultores gerada nos mercados em vez de criada por intervenção governamental", expressou a organização. "Em 2006, há oportunidades de reformar multilateralmente as políticas agrícolas, através da redução de barreiras tarifárias e formas distorcidas de ajuda." |
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