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Juninho mantém esperança de jogar e prevê sofrimento | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A possibilidade de defender a Seleção Brasileira diante do Japão, na próxima quinta-feira, serve como motivação extra para os reservas da equipe, como Cicinho e Juninho Pernambucano, que garantem estar prontos para entrar em campo. “A vontade que a gente tem é sempre de estar jogando, mas nem sempre isso é possível porque existem outros jogadores que também têm a mesma vontade”, afirma Cicinho. “O que cabe a nós é trabalhar e esperar a oportunidade.” O meia Juninho, que foi um dos jogadores mais testados pelo técnico Carlos Alberto Parreira durante a fase de preparação para o Mundial, diz que gostaria de ter entrado nas partidas anteriores, mas evita reclamar por ainda não ter estreado na Copa do Mundo. “Gostaria de ter entrado, de ter participado de alguma forma, mas ainda não é uma decepção pra mim porque a Copa continua”, afirma o jogador. “Espero que tenhamos mais cinco jogos pela frente e, até lá, a esperança de poder entrar continua.” Treino Nesta segunda-feira, a Seleção Brasileira realizou o primeiro treinamento na cidade de Bergisch Gladbach, onde está concentrada desde a noite de domingo, após a vitória por 2 a 0 contra a Austrália. Com a exceção do goleiro Dida, os jogadores que começaram como titulares no jogo de domingo ficaram no hotel, onde fizeram musculação e exercícios físicos na piscina. Os outros 13 atletas da equipe foram para o campo do estádio SSG 90 para um treino leve. O técnico Carlos Alberto Parreira ainda não definiu a equipe que enfrentará o Japão na próxima quinta-feira, em Dortmund. O treinador disse que vai consultar os médicos e preparadores físicos da Seleção antes de escalar o time para a partida. Parreira admite a possibilidade de mudanças já que, como o Brasil já está classificado para as oitavas-de-final da Copa, tem a oportunidade de poupar alguns titulares no jogo contra a equipe japonesa. Além disso, o Brasil tem quatro jogadores pendurados com um cartão amarelo: Cafu, Emerson, Ronaldo e Robinho. Os quatro correm o risco de ficar de fora do primeiro jogo na fase eliminatória se receberem outro cartão contra o Japão. Se o treinador decidir mudar a equipe para a partida de quinta-feira, Cicinho e Juninho estão entre os principais candidatos a uma vaga entre os titulares. “Eu acho que eu tenho chance de jogar sempre. É assim que eu penso”, afirma Juninho. “Depois, é o treinador que define quem deve começar.” Pressão De prontidão para entrar em campo, Juninho diz que é preciso ter paciência e serenidade para esperar uma chance sem criar problemas para o treinador e os companheiros de Seleção. “O segredo é ficar preparado também para não jogar, para não atrapalhar de alguma forma”, afirma. “Você se prepara por dentro para saber que isso pode acontecer e que a gente tem que tentar, de alguma forma, não atrapalhar o ambiente e o grupo.” Muito elogiado por suas boas atuações nas últimas temporadas pelo Lyon, da França, o meia procura não se animar com a reputação que conquistou e teme que a pressão externa para que entre em campo tenha efeitos negativos. “Às vezes, é melhor que nem tenha tanto elogio e que você tenha mais oportunidade de jogar”, comenta o meia. “Ouvi que o Parreira se irritou um pouco depois do primeiro jogo, depois de tanto falarem se eu poderia ter entrado ou não. É complicado.” "Sofrimento" Além dos comentários sobre a disputa por uma vaga na Seleção Brasileira, Juninho também opinou sobre a cobrança que a equipe sofre por ser favorita e ainda não ter jogado tão bem quanto se esperava. “Essa Copa está provando que o nível está muito alto”, avalia o meia. “Está sendo muito difícil segurar resultado, está sendo muito difícil vencer os jogos. Todo mundo hoje evoluiu muito.” “É melhor a gente abrir o olho agora e saber que, para ganhar a Copa, vai ter muito sofrimento, mas eu acredito que a gente está no caminho certo”, acrescenta. Nas oitavas-de-final, o Brasil terá pela frente uma das equipes do grupo E, formado por Itália, República Checa, Gana e Estados Unidos. Para o lateral Cicinho, vale o tradicional discurso de que a Seleção Brasileira tem que estar preparada para enfrentar qualquer adversário. Mas se tiver a Itália pela frente, o jogador espera encontrar uma equipe defensiva. “O futebol italiano é um futebol de muita marcação”, avalia Cicinho. “A Itália, com certeza, vai ser uma equipe que vai jogar bem fechada se pegar o Brasil por causa da maneira como eles jogam.” |
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