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Atualizado às: 19 de junho, 2006 - 00h56 GMT (21h56 Brasília)
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Mesmo sem brilho, Seleção vê evolução na 2ª vitória

Ronaldo
Ronaldo: mais disposto, porém, ainda lento
Mesmo com dificuldades, a Seleção Brasileira conquistou diante da Austrália a segunda vitória na Copa do Mundo e garantiu uma vaga nas oitavas-de-final do torneio com uma apresentação mais convincente do que na estréia, quando derrotou a Croácia por 1 a 0.

“Dois aspectos foram fundamentais: o crescimento na parte física, técnica e tática e a vitória”, disse o técnico Carlos Alberto Parreira, após a classificação. “O time melhorou em relação ao jogo anterior e a tendência é que continue crescendo.”

A evolução da equipe, no entanto, não impediu que o badalado “quadrado mágico”, formado por Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Ronaldo, rendesse mais uma vez menos do que se espera.

Os meias Kaká e Ronaldinho se mexeram bastante durante a partida, mas tiveram dificuldades para se livrar da forte marcação adversária.

Ronaldo e Adriano, apesar de mais dispostos e ativos do que na estréia, ainda se mostraram um pouco lentos, finalizaram poucas vezes e deram munição aos críticos que argumentam que os dois têm características muito semelhantes e, por isso, não conseguem jogar bem juntos.

Defesa

Já a defesa brasileira passou mais um jogo sem tomar gols. No entanto, esteve diante de um ataque australiano lento, pouco criativo e sem grande técnica. A principal qualidade do adversário era a força física, que foi suficiente para causar problemas para o Brasil.

Lúcio perdeu a maioria das bolas aéreas que disputou com o australiano Mark Viduka, Roberto Carlos teve dificuldade para ajudar na saída de bola da equipe e Dida quase permite o empate da Austrália ao falhar em um cruzamento e deixar a bola livre para Harry Kewell desperdiçar o gol.

Juan esteve mais seguro do que o companheiro de zaga, mas também foi vencido em algumas disputas de bola pela jogo corpo a corpo da equipe australiana. E apesar dos vacilos defensivos, Lúcio teve fôlego para ir à frente por algumas vezes.

“O treinador falou que algumas vezes, como surpresa, a gente poderia ir ao ataque”, contou o zagueiro. “Mas isso não vai acontecer em todos os jogos, depende de como vem o adversário e das oportunidades dentro da partida.”

A nota positiva no setor defensivo da Seleção foi o desempenho dos laterais. Apesar de ajudar pouco o ataque, Roberto Carlos foi bem na marcação pela esquerda.

Do outro lado, Cafu teve mais dificuldades, mas conseguiu se acertar após a entrada de Gilberto Silva e ainda mostrou o vigor de sempre ao apoiar o ataque.

“Só o fato de não estarem falando neles é sensacional”, disse Parreira, ao comentar o desempenho dos laterais. “Não tendo gente preocupada com eles como estavam antes é bom sinal, de que eles estão dando conta do recado.”

Melhor em campo

Eleito pelo comitê técnico da Fifa como o melhor em campo, o volante Zé Roberto repetiu o discurso do treinador e destacou o desenvolvimento da equipe durante a Copa.

“Evoluímos bastante em comparação com a primeira partida”, afirmou. “Estamos em um ritmo de progressão. Ainda há jogos que vão ser brilhantes para a Seleção Brasileira e o melhor futebol ainda vai aparecer.”

Premiado com uma caneca de prata oferecida por um dos patrocinadores do Mundial, Zé Roberto descreveu com satisfação a sensação de ser destaque pelo Brasil em um jogo de Copa do Mundo.

“Isso, pra mim, é gratificante”, disse o volante. “Faz com que minha confiança aumente cada vez mais nessa competição, mesmo porque a gente sabe que jogos difíceis ainda virão.”

Nas oitavas-de-final, o Brasil terá pela frente uma das equipes do grupo E, formado por Itália, República Checa, Gana e Estados Unidos.

Sofrimento

Para o meia Kaká, as dificuldades que o Brasil encontrou diante da Austrália são naturais em uma partida que coloca frente a frente uma seleção de tradição contra outra que vai para campo com a prioridade de se defender.

“Eles marcam muito a Seleção Brasileira. É natural, mas ninguém consegue ficar o tempo inteiro correndo atrás da bola”, afirmou. “No primeiro tempo, eles marcaram muito em cima do Brasil. No segundo, cansaram um pouco, o jogo abriu mais, eles tomaram o gol e a partida ficou melhor.”

Kaká rebateu a avaliação de que a equipe do Brasil passou por momentos de “sofrimento” para conquistar as vitórias nas duas primeiras partidas na Copa e reforçou o coro de que a Seleção está evoluindo na competição.

“Não vi sofrimento, não”, disse o meia. “A evolução foi nítida. Todo mundo viu que a gente foi bem melhor do que no jogo contra a Croácia. A equipe cresceu em todos os aspectos: a marcação foi muito bem e criamos várias oportunidades de gol.”

A opinião de Ronaldinho Gaúcho demonstra o discurso entrosado dos jogadores. Para o craque da Seleção, que ainda não conseguiu fazer um gol na Copa, o Brasil segue no ritmo de sua tradição.

“O Brasil sempre foi dessa forma, crescendo dentro da competição, e dessa vez não está sendo diferente”, avalia Ronaldinho. “Pra mim, o importante é fazer com que os atacantes façam o gol e, sem dúvida, na hora certa o gol vai sair.”

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