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Brasil vence Austrália e passa para as oitavas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Repetindo os mesmos erros do primeiro jogo, a seleção brasileira venceu a Austrália por 2 a 0 e assegurou a classificação para as oitavas-de-final. Um gol de Adriano e outro de Fred - que substituiu Adriano - ambos no segundo tempo garantiram a vitória brasileira. Também no segundo tempo, a Austrália desperdiçou uma série de boas oportunidades para marcar, a maioria delas criadas a partir de erros tolos da defesa brasileira. Um simples empate com o Japão no próximo jogo garante ao Brasil o primeiro lugar do Grupo F, o que faria a seleção enfrentar nas oitavas o segundo colocado do Grupo G, a ser decidido entre Itália, República Tcheca, Estados Unidos e Gana. Sem mudanças O técnico Carlos Alberto Parreira escalou o mesmo time que iniciou o jogo de estréia contra a Croácia, mantendo a dupla de ataque Ronaldo- Adriano, que não teve um bom desempenho naquela partida. O Brasil começou tocando bem a bola, com boa movimentação do meio de campo, onde sobressaiam Kaká e Zé Roberto. Logo aos 3 minutos, Ronaldo matou uma bola no peito na entrada da área e deu um toque por cima de sua cabeça para o arremate de Kaká que vinha de trás. O tiro saiu forte mas sem direção, à direita do goleiro Mark Schwarzer. A jogada deu a falsa impressão de que a torcida veria um Ronaldo revigorado, diferente daquele jogador lento e ausente, do jogo contra a Croácia. Letargia Mas, com o passar do tempo, as mesmas cenas de letargia se repetiram. Visivelmente fora de forma técnica e física, Ronaldo desperdiçava bolas fáceis, não dando continuidade às jogadas criadas pelo meio-campo. A lentidão de Ronaldo não cria opções de jogadas para Adriano e os homens do meio de campo e facilita o trabalho da defesa adversária. Jogando com muita disposição, o time da Austrália, bem armado pelo técnico holandês Guus Hiddink, dificultava ainda mais a penetração do ataque brasileiro. No ataque, os australianos se limitavam a chutes de fora da área, facilmente defendidos pelo goleiro Dida. Segundo tempo O Brasil voltou para o segundo tempo com o mesmo time, mas Parreira mudou o posicionamento dos atacantes, fazendo Adriano jogar mais aberto pela direita, o que abriu espaços para a penetração de Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Logo aos quatro minutos, a tática deu resultado. Ronaldo pegou uma bola na entrada da área australiana, atraiu a marcação de três defensores australianos e rolou para Adriano na meia-lua, que teve apenas que deslocar o seu marcador e desferir um de seus chutes mortais de esquerda, no canto esquerdo do goleiro Schwarzer. O gol deu mais tranqüilidade à equipe brasileira mas também serviu para empurrar o time australiano à frente, principalmente com a entrada do ponta-esquerda Harry Kewell no lugar de Tim Cahill. Aos 12 minutos, Dida errou bobamente ao tentar cortar uma bola na cabeça do centro-avante australiano Mark Viduka e deixou a bola limpa nos pés de Kewell que bateu para fora com o gol inteiramente vazio. Presente Quatro minutos depois Zé Roberto errou uma saída de bola largando-a de presente para Harry Kewell, mas o meia brasileiro conseguiu se recuperar e evitou o chute do australiano à frente de Dida. A Austrália continuou criando e perdendo ótimas chances de gol. Num contra-ataque, agravado por uma falha do zagueiro Lucio, novamente Harry Kewell quase marca com um forte chute que encobriu o travessão brasileiro. A pressão australiana obrigou o goleiro brasileiro a realizar defesas difíceis, mas mostrou também um certo desentrosamento e confusão na defesa brasileira. As chances animaram o time da Austrália que continuou em busca do empate o que abriu espaços na defesa não aproveitados pelos atacantes brasileiros. Kaká acertou o travessão adversário completando de cabeça um escantei ocobrado da esquerda por Ronaldinho. Aos 17 minutos, Robinho substituiu Ronaldo e imediatamente deu ao time do Brasil uma nova movimentação, criando opções de jogadas pela direita e abrindo espaços para a entrada de Adriano pelo meio. No último minuto do tempo regulamentar, Fred, que tinha entrado no lugar de Adriano, abriu a bola na direita para Robinho que carimbou a trave de Schwarzer. O próprio Fred pegou o rebote e tocou mansamente para o gol vazio. A vitória classifica o Brasil. A outra vaga continua indefinida dando chance de classificação às demais seleções, Austrália, Japão e Coréia do Sul. |
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