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Após goleada, Brasil evita encher bola da Argentina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil desembarcou na Alemanha como grande favorito ao bicampeonato e sexto título mundial, mas estreou sem brilho sobre a Croácia. Mais acostumados a falar sobre o próprio favoritismo que o dos outros, os jogadores da Seleção Brasileira minimizaram a goleada da Argentina. “A gente não tem que estar falando da Argentina neste momento. A Argentina fez por merecer o resultado, envolveu o adversário, e a gente tem que pensar em fazer o nosso trabalho. Depois dessa goleada, tenho certeza de que muitos vão voltar a respeitar a Argentina”, disse o lateral direito Cafu. Os hermanos chegaram sem grande alarde, venceram o difícil primeiro jogo, contra a Costa do Marfim, por 2 a 1, e logo na segunda partida desferiram a maior goleada da Copa: 6 a 0 contra a Sérvia. Com direito ao primeiro gol de placa da Copa. “O segundo gol foi talvez tenha sido o gol mais bonito da copa até agora. Acho que dificilmente teremos um mais bonito que aquele, como a jogada foi articulada”, disse o técnico brasileiro, Carlos Alberto Parreira. Mesmo assim, o discurso que impera entre o técnico e os jogadores brasileiros é o de que as façanhas da Argentina não dizem respeito – pelo menos por enquanto – ao Brasil. Vencer, vencer O próprio Parreira não se cansa de dizer que o importante é apenas vencer o próximo adversário. “Resultado positivo significa praticamente lugar assegurado na segunda fase. Não tem que estar preocupado com adversário que ganhou de cinco ou de seis”, disse o treinador. O atacante Adriano, que divide com Ronaldo a responsabilidade de marcar os gols da Seleção Brasileira, é outro que evita dar muita importância à goleada argentina. O imperador da Inter de Milão diz que as suas atenções estão voltadas para a Austrália. “A gente não está assustado com nada. A Argentina é uma grande seleção, nós sabemos desde outras copas, mas a gente espera que amanhã a gente possa também encontrar o nosso caminho“, afirmou o artilheiro. A opinião do volante do Arsenal, Gilberto Silva, é quase idêntica. “No momento a gente não vai enfrentar a Argentina, e a gente sempre soube que a Argentina é um adversário difícil, de tradição. Estamos pensando na Austrália e no Japão.” O único que dá a entender algum tipo de preocupação com os argentinos é o técnico Parreira. Nada muito escancarado: ”jogo irrepreensível”, “time de alta qualidade técnica” e “gols belíssimos” foram algumas das indicações do que passa na mente do professor. Mas, elogios à parte, o maior indício de que a Argentina pode estar começando a incomodar o Brasil, mesmo antes de qualquer previsão de confronto direto, foi a abdicação do favoritismo brasileiro por Parreira. “É um time que rivaliza com o Brasil em qualidade técnica, chegou com calma, sem nenhum pressão. Agora vai mudar, já passou a ser uma das favoritas.” Resta ver, como o time de José Pekerman vai lidar com o peso desse favoritismo. |
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