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Atualizado às: 16 de junho, 2006 - 21h52 GMT (18h52 Brasília)
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Argentinos recebem classificação com surpresa

Cena do jogo Argentina x Sérvia e Montenegro
Cambiasso cumprimenta Messi depois do 6º gol da Argentina
A goleada da Argentina contra a Sérvia, nesta sexta-feira, devolveu a alegria à torcida argentina, até então cautelosa e temendo o fantasma das eliminações das últimas Copas de 94, 98 e 2002 (uma das suas piores participações em Mundiais) e exatos 20 anos sem vencer o campeonato.

Os seis gols do time do técnico José Pekerman, que estréia nesta Copa, depois de anos como dirigente da seleção juvenil, levaram os argentinos a compararem o time ao estilo brasileiro.

“Hoje, nós jogamos como o Brasil joga sempre. Mais velocidade, mais dribles e mais controle do jogo. Mas nós jogamos assim às vezes e o Brasil permanentemente. Por isso, muitos argentinos gostam de ver o Brasil jogar”, disse o jornalista argentino Daniel Gallo, da seção de esportes do jornal La Nación. “O jogo de hoje foi brilhante e um dos melhores da nossa história. Na minha opinião, superamos até mesmo aquelas jogadas famosas de Maradona.”

Os comentaristas de futebol das emissoras de rádio e de TV lembraram que a Argentina não repetia esse placar (6 a 0) desde a Copa 1978, contra o Peru.

Costa do Marfim

Nas ruas de Buenos Aires, nesta sexta-feira, o buzinaço foi, infinitamente, mais forte que em relação ao jogo anterior contra a Costa do Marfim.

A partir do jogo desta sexta, o sentimento passou a ser o de que a vitória final poderia não ser mais “tão impossível”, como disse o jornaleiro Aníbal Jose Gómez, de 60 anos, no bairro de Palermo. “Como dizem vocês brasileiros? Jogo bonito”, brincou o comerciante Roberto Andrés, de 30 anos. E o Brasil? “Aquele primeiro jogo (1 a 0 contra a Croácia) foi só o começo. O Brasil ainda vai mostrar seu jogo. Ainda é um dos favoritos, apesar de agora eu me sentir mais seguro de que também podemos ir longe”.

A seleção argentina está no chamado “grupo da morte” e esse era mais um motivo para que reaparecesse o fantasma da eliminação na primeira rodada, como ocorreu em 2002, quando o técnico era Marcelo Bielsa, após jogar com a Inglaterra (seu eterno inimigo dos campos e, para muitos, quase tão ou mais rival que o Brasil) e a Suécia. “Aquela última Copa foi desastrosa”, disse Gallo. A Argentina já tinha perdido, nas quartas-de-final do Mundial da França de 98 e nas oitavas-de-final em 94.

Nesta sexta, Pekerman, sempre tranqüilo, disse, numa coletiva na Alemanha, transmitida ao vivo pelas emissoras argentinas, que ainda falta muito para levar o troféu.

E quando um jornalista lembrou que a seleção estava se saindo bem do “tão temido” grupo, ele comentou: “Futebol é isso mesmo. E isso é que é apaixonante no esporte. Muitos diziam que eram quatro times muito equiparáveis. E é verdade. Além disso, Costa de Marfim (adversário anterior da Argentina) é hoje a melhor equipe da África e a Sérvia também estava muito bem”.

Cautela

Por isso mesmo, pelas surpresas que o futebol pode gerar, os jogadores argentinos, também entrevistados pelas emissoras do país, repetiram o mesmo tom de cautela.

“Foi uma partida ideal. Defesa, ataque, equipe. Mas o importante é continuar com a cabeça tranqüila porque ainda temos muitos jogos pela frente”, disse Javier Saviola.

“Vencemos. Tive sorte de jogar e de fazer um gol. Mas não podemos ficar deslumbrados. Ainda falta muito”, disse Lionel Messi, mais novo da equipe e que até o último momento era dúvida, já que estava lesionado.

Para Roberto Abbondanzieri, o melhor de tudo, disse às TVs argentinas, é que esse time “tem muitas alternativas” de jogadores.

Carlitos Tevez também defendeu a “união” da equipe e concordou com uma pergunta de um repórter de que “seria um privilégio” manter juntos todos os jogadores que marcaram gol contra a Sérvia.

“Nós queremos Tevez e Messi. Mas que surpresa que Max Rodríguez, que ninguém esperava, também marcou golaços!”, disse um comentarista da TV América. “Nós não chegamos nessa Copa tão favoritos quanto o Brasil, que está num nível superior, mas agora podemos estar num nível melhor e, quem sabe, chegar mesmo à final”, afirmou outro comentarista da ESPN na Argentina.

Na Argentina, mesmo depois do 1 a 0 contra a Croácia, muitos acham que o Brasil continua entre os favoritos. Sentimento que ainda não mudou, para muitos, nem mesmo depois da euforia com o resultado de 6 a 0 contra a Sérvia.

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