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Espanha prende 17 brasileiras por 'prostituição'

A polícia espanhola anunciou nesta terça-feira a prisão de 42 pessoas acusadas de envolvimento em uma rede de prostituição. Entre elas estão 17 brasileiras e um brasileiro.

Segundo a polícia, as mulheres eram contratadas no Brasil e diziam ser vigiadas 24 horas por dia ao desembarcar na Europa.

A operação policial durou quase dois anos.

O grupo atuava no arquipélago de Canárias e só em um dos bares onde trabalhavam as prostitutas, chamado Kimbanda, a rede teria lucrado 800 mil euros (cerca de R$ 2,4 milhões) entre março e dezembro do ano passado.

Dívida

A organização era formada por dois brasileiros, um indiano, um argentino, sete colombianos e 12 espanhóis. Além das 17 brasileiras, foram presas uma ucraniana e uma venezuelana por prostituição, que é crime na Espanha.

De acordo com a assessoria da Chefatura Superior de Las Palmas de Gran Canaria, as mulheres viajavam à Espanha sabendo em que trabalhariam, mas desconhecendo as condições que encontrariam na Europa.

Todas recebiam passagens de ida e volta e apresentavam falsas reservas em hotéis das Canárias para burlar a polícia aduaneira.

Quando entravam em território espanhol, descobriam que tinham uma dívida de quatro mil euros (cerca de R$ 12 mil) mais as despesas por hospedagem e alimentação.

Tráfico

As que não conseguissem passar pelo controle policial no aeroporto de Madri (entrada principal na Espanha) tinham uma segunda oportunidade.

A organização oferecia novas passagens e passaportes falsos, mas o preço da dívida subia para 12 mil euros, aproximadamente R$ 36 mil.

Segundo a polícia, o grupo ainda oferecia às mulheres a possibilidade de reduzir a dívida levando drogas, na maioria dos casos cocaína, para a Espanha.

Nos bares de prostituição as mulheres tinham horário de trabalho das 16h às 4h, embora.

Em depoimentos à policía, elas disseram que eram vigiadas 24 horas por dia, inclusive com câmeras de vídeo.

Na blitz policial foram apreendidos cem mil euros em dinheiro (R$ 300 mil), quatro carros, computadores e cartuchos de balas de revólver.

Os organizadores da rede foram acusados de crime contra os direitos de cidadãos estrangeiros, contra os trabalhadores e formação de quadrilha.

As mulheres deverão responder por entrada e estadia ilegal na Espanha e crime de prostituição.

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